Dos textos que escrevo diariamente, quase que como uma oração de desejo por mais um dia bom que se fará, muitos me marcam de certa maneira que ecoam pelo lado de dentro do peito mesmo depois de algum tempo de seu ponto final.
Vai ver é justamente por isso que tento sempre terminar minhas idéias do mesmo jeito calmo e sincero que começam.
Para que sejam atemporais.
Para que sejam verdadeiras como se conceberam.
Aliás, ser verdadeiro é das coisas que mais nos assustam.
Me enquadro nisso, sem dúvida.
Afinal de contas, quantas vezes deixamos de ser nós mesmos por qualquer motivo que fosse.
É aquela antiga história de que sempre crescemos ouvindo e absorvendo:
Todos querem ter um grupo. Todos querem ser iguais a outros.
O ponto básico é que a gente vai amadurecendo, e vai colocando os braços, o corpo e as idéias todas para fora da caixa.
Feliz daquele que ao longo disso consegue perceber que por mais ator que seja, fingir ser de verdade é sempre a pior das brincadeiras.
As regras não são claras e a gente fica com aquela cara de que se esqueceu de colocar a máscara.
Somos, no conceito mais singelo da genética, singulares.
Embora as novelas da Globo já tenham mostrado que a ficção quer tornar duas pessoas idênticas. Sou daqueles céticos que acredita que ser de verdade, será sempre impossível.
Somos esponjas multicelulares únicas. Absorvemos sensações, esparramamos emoções cada um de jeito.
E não há motivo para se envergonhar de ser. Mas sim de não ser, ou de querer ser.
Querer é poder desde que a gente vá lá e faça.
Desde que a gente vá lá e seja!
Seja com beijo, com abraço, com carinho, ou tudo isso num treino de bicicleta, do jeito verdadeiro da Fê e do Léo às vésperas do casamento.
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