Baú de ‘filmes de emoção’ Category

Dia desses me pediram que escrevesse um texto explicitando uma relação que nos dias de hoje se vê meio enroscada: Preço X Valor.
Parei para pensar em muitas coisas que as vezes fazemos de maneira inconsciente pelo simples fato de levar em conta o que sentimos e não somente o que necessitamos.
E isso não é ruim. Aliás, é muito bom.
Bom a tal ponto, de que me orgulho muito de a cada vez que me despeço de um novo casal oficialmente formado, ainda em seu grande dia, tenho a certeza de que levei comigo uma parte deles e deixei pelo caminho pedaços de mim.
Essa troca não tem preço. Essa soma tem valor. Um valor inestimado e para bem dizer a verdade, inexplicável.
Ano passado, tive a honra de participar com os olhos e o coração do SIM mais esperado de 41 casais. E olha que se for parar e pensar, não foi uma participação, digamos assim, coadjuvante. Tenho orgulho de dizer com todas as letras do frio na barriga que me tomou conta em cada uma daquelas uniões, que a participação era essencial, afinal de contas eu era naqueles dias o Escolhido Guardião para as primeiras lembrança da família que ali tinha seu ponto de partida.
E você acha que isso pode ser pago? Na verdade não conheço moeda capaz de precificar essa sensação para mim.
Como também não conheço números que indiquem o índice de felicidade de meses depois de cada casamento, perceber que consolidei grandes amizades naquele grande dia.
Amigos para comer pizza juntos.
Amigos para acreditar na brincadeira de fotografar a vida de um novo jeito.
Amigos para te mandar mensagem em seu aniversário.
Amigos para te apoiar.
E aí, se for pensar em todos esses tipos de amigo que fui levando na caixinha das boas lembranças de 2011, impossível não citar a Gê e o Jé.
De Americana, pra dentro da minha história.
Desde o dia da escolha para ser o videomaker deles, não consigo calcular quantos e-mails foram trocados com inúmeras idéias, sonhos e expectativas. E olha, se eu pudesse apostar em como o casamento seria só por conta disso, perderia feio feio!
Porque foi muito, muito mais!
Animado, carinhoso, inexplicável.
E não só por aquele dia 9 de Julho de 2011. Mas por todos os outros dias que se seguiram, de agradecimentos, de grandes desejos, de superações. De uma relação de amizade com um valor mega inestimado. Carinho não se pode comprar.
Bom, aí não preciso nem dizer o quanto estava com mais frio na barriga ainda por conta do resultado de seu grande dia né?

Sorte minha que esses dois são incríveis mesmo, porque a história deles e o conceito do casamento todo, já me era um presente!

E o trailer, depois de passear nas páginas do Blog Vestida de Noiva, aqui está! Com Piaf de trilha sonora o o amor como matéria principal.

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Gosto muito de ler. Talvez mais que escrever. E olha, que me atrevo a dizer que este último é um dos grandes ‘gostos’ da minha vida. Na nossa caminhada visual por esses caminhos de todos os dias, cruzamos constantemente por frases célebres, quase que solenes, sendo usadas em quase sua maioria como um plágio sentimental. Como um prazer alheio por aquele que não a escreveu, mas gostaria de tê-lo feito. Como um desejo de ser mais, apenas por ter conseguido pensar naquilo, só que antes. Dentre estas copiosidades literárias, uma, e claro, suas variáveis, têm aparecido muito diante de mim há algum tempo: “A medida do amor é amar sem medida.” Victor Hugo, o dono legítimo dessas palavras nesta ordem, antes é claro do “Feicebuk”, antes da grife de bolsas famosas ter lhe roubado o nome e antes ainda da trupe do Engenheiros do Hawaii ter criado alguma melodia para isso, apenas conseguiu expressar o que muitos apaixonados incorrigíveis tentam fazer com essas e muitas outras frases de efeito. Não são as frases, é o que se sente. É o que não se explica. E mais, o que não se mede. Em um casamento, explicaria qualquer pensador, que ainda que houvesse uma medida para o amor que aqueles dois sentem, ela seria absolutamente desnecessária, pelo simples fato de que aquilo tudo, nem ao menos precisa ser dito. Afinal de contas, sentimentos são para sentir. E aí, as vezes você se depara com grandes festas, grandes espaços, grandes detalhes, grandes coisas e percebe a maior de todas elas: Grande não é a comemoração, mas sim o motivo para ela. Essa é a teoria. E o bom mesmo é ver que em muitos casos, a prática segue a risca. Karina e Leonardo, da Capela do Sion, do Buffet Baiúca, para os cantos em que duas almas couberem juntas. Explicando o encantamento: No sábado, fui convidado para registrar os momentos deles em um FUSION Same Day Edit, que foi apresentado justamente na hora da festa, mas, sabe como é? Fotógrafo, não se segura sem congelar alguns instantezinhos! Ah! Obrigado também pela companhia de novos amigos, fotógrafos, lá do Sul: Cícero, Luana e Fernando! =) rz

E agora, o FUSION! Apresentado no dia da festa, e que me rendeu um taaaaaanto de questionamentos a respeito da música!

Não se esqueça que a velocidade da internet não pode atrapalhar sua emoção. Aperte o Play, pause, espere a barrinha carregar e aí então, divirta-se! =)

Das coisas que nos fazem renovar sensações estão aquelas que carregam em si o dom da raridade.
É fácil lembrar das coisas que nos marcam, pelo simples fato de que elas, em seu dia de estrelas, foram protagonistas de algo não tão comum e que justamente por isso passaram a estrelar também o Hall daquilo-que-não-queremos-esquecer.
É assim com atitutes.
É assim com surpresas.
É assim com o que vem de dentro.
Marcar-se é quase sempre conotativo. O dicionário até entra na brincadeira para dizer que é o ato de criar marca em algo ou alguém, mas, se a gente trouxer a definição para os dias que vivemos, sinceramente teremos mais marcas invisíveis para contar que feridas expostas para contabilizar, não é mesmo?
Pensando numa coisa maluca dessas, Ana Cariane e eu, alguns vários dias atrás chegamos a conclusão de que existem marcas que nos marcam, por dentro, e por fora, por assim dizer.
Sim sim, as tatuagens. Elas mesmas.
Mas, se pararmos para pensar na insanidade artística de se furar inúmeras vezes com uma agulha para então se tornar uma espécie de gibi humano, vamos chegar a uma lógica quase que de Aristóteles:
“Tudo tem um porque.”
E se tem, a gente pode definir nestes casos, duas marcas:
- A externa, aparente.
- E a interna, que ainda que não seja visível, valerá infinitamente mais que a dor de alguns sessões de tatuagem.
Surge então o projeto fotográfico Marcados na Alma, com a intenção básica de simplesmente contar a história daqueles que desejam mostrar para os meros mortais o quão desenhado está a parte de dentro do peito.
Já disse algumas vezes, e não me canso de repetir quando me fazem a mesma pergunta.
Não sou fotógrafo social. Sou fotógrafo de emoções.
Quer maior emoção do que por livre e espontânea vontade se marcar, sentir dor, chorar, sorrir para mostrar ao mundo o quão marcada sua alma foi?

Para a estréia, Lu Aith, que saiu de seu casulo há pouco mais de um ano. Para sempre.
A marca em sua alma ficou exteriorizada agora em poucos centímetros de pele colorida.
Uma passagem, um desafio, um prazer, uma felicidade. São poucas palavra mas é assim que se resumem algumas grandes coisas.
As outras, a gente começa a ver nesse primeiro FUSION do projeto.

rz

Agradecimentos de verdade ao Bob Queiroz, o autor dos rabiscos, e ao Sr. Geléia, fundador do Gelly’s Tattoo e que autorizou toda a bagunça.


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