Baú de ‘andando pelo mundo’ Category

Sou daqueles que pensam que a vida imita a arte.
E vice-versa.
E ao contrário.
E do jeito oposto também.
Mais que novas experiências, viver intensamente pode significar absorver sensações que só se imaginariam nas páginas de uma história de cinema.
Tudo que é novo carrega em si, por si só, um tanto bem grande de ansiedade.
E esquecemos do cotidiano.
E atropelamos o que não foi como queríamos que fosse.
E nos permitimos.
Nos permitimos sonhar.
Nos permitimos divertir.
Nos permitimos fazer e ser feliz.
Ta aí. Permitir-se é das melhores coisas.
Seja num absoluto frio das montanhas.
Seja no diametral oposto calor de se inspirar com sentimentos teus.
Seja na mágica que um bosque vermelho leva em seu tapete.
Seja na vontade de fotografar, mesmo sem ser um trabalho, mas por serem seus amores.

E se então você quiser inspiração, permita-se também.
De um jeito descompromissado.
De um jeito inspirador.
De um jeito diferente do habitual.
De um jeito, que você nem sequer sabia, que simplesmente podia ser seu.
Só seu.

rz


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem me segue no twitter, sabe o quanto eu prezo pelos ‘Bom Dia’ diários.
Para mim, ao longo de quase um ano, os desejos matinais têm funcionado como uma junção das melhores energias para que o dia que se seguirá carregue em si as forças mais positivas que quis movimentar a todos para os quais direcionei aquelas poucas palavras.
Acredito que muitos consigam entender mais que as simples orações coordenadas.
E pronto, aí está realizada minha missão pessoal.
Hoje, comentei que a palavra que  falta entre sonho e realização é trabalho.
Desculpe.
Juro que não quis desejar que o trabalho profissional fale mais alto que qualquer outra coisa em sua vida.
Apenas quis raciocinar que, sem o coração posto para trabalhar em direção de realizar de seus desejos, possivelmente eles passem sua vida toda guardados na gaveta dos sonhos.
Ta aí. Entrelinhas de novo.
Tudo porque não penso que trabalhar exaustivamente durante horas a fio vai te fazer um melhor profissional.
Não mesmo.
Em poucas horas de dedicação real, tenho certeza que sua energia canalizará com muito mais qualidade a força que você necessita para as tarefas diárias.
Há alguns dias atrás, sumi instaneamente do convívio nacional.
Tudo porque embarquei para a capital de nossos hermanos – assim como muitos, quer dizer, MUITOS o fazem – e decidi simplesmente não ir atrás de trabalho mas sim, de reciclagem.
Sair com o coração vazio, para voltar produzindo mais e melhor.
Entre boa comida, passeios tipicamente turísticos, e a sensação de estar em uma cidade onde apenas alguns poucos não falam português, os olhos sentiram algumas fotos.
Tudo pelo simples prazer. E nada mais.

Ah, se eu pudesse só comentar um detalhezinho aos amigos que vão para lá, seria…não confiem nas matérias que aconselham para que escolham os hotéis do Centro da capital, perto da Capital Florida e tudo mais.
Os bairros são MUITO mais interessantes e passear a pé é sem dúvida ainda o melhor jeito de se conhecer verdadeiramente uma cidade.
PS.: Fiz um diário de viagem diferente nesta mini-trip sulamericana! Prometo que posto, assim que conseguir organizá-lo direitinho!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Sempre ouvi dizer por aí, em esquinas, durante 15 minutos frenéticos, que caminhar é sentir a história por poros tão exageradamente abertos que os filtros de sensações se dissipam.
Cruzei os limites da fronteira invisível entre duas línguas. Quando pisquei já estava em Portugal, me familiarizando com um português muito mais difícil que japonês.
Regionalismos, e do lado de lá do oceano são um tanto quanto, distintos.
Que a Europa é o berço da humanidade, acho que nem o mais cético retrucaria.
Agora, sofismas bem feitos, chegamos a conclusão de que a Europa é então o berço de tudo. De vinícolas a amores avassaladores. De ruas estreitas, a fé avassaladoras.
Ir a Porto e não passear em uma das enotecas é ininarrável. Caí quase sem querer dentro da Graham’s.


Para as tradições não se perderem por entre Gigabytes de novas tecnologias, sigo a onda de Cazuza e digo que os museus se enchem de novidades. Pelo menos pra mim.


Caminhar por ruas desconhecidas é quase como um final de episódio de série a cada esquina. Ainda que você tenha o roteiro que vá fazer, os olhos te entrega uma emoção que talvez palavras não fossem capaz de entregá-las. A luz pinta o momento que você quer guardar na gaveta do criado-mudo. A fotografia se faz. E se refaz a cada novo instante.


E daí, numa caminhada qualquer, com os olhos tão abertos quanto o peito para receber estímulos, você percebe que asas libertam, espreitam e motivam uma série de fatos.


E aí você passeia pela cidade. Reconstrói rotas. Refresca desejos. Estimula vontades.

Fins de tarde sempre trazem consigo a esperança da mudança. Um momento de transição. Um momento para aprender que não importa em que sorriso você acredite, energias alheias movem muito mais que montanhas.

Soluços a parte. Fátima e Porto. Entre ruas estreitas e o coração alargado de emoções.
rz

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