Baú de August, 2011

Somos hoje quem somos porque uma série de fatores nos tornou assim.
Os fatores bióticos.
Os fatores históricos.
Os fatores emocionais.
É bem verdade que lendo isso que acabo de escrever, me lembro das aulas de história em que falávamos sobre o determinismo.
Ok, não é nem de longe essa a intenção. Mas sim, reiterar do modo mais puro que possa de que sim, somos feito daquilo que já fomos um dia, e daquilo que queremos ser num futuro próximo.
Espelhar-se é sensação.
Sentir é coração.
E não que haja uma ordem para isso acontecer.
As vezes o que nos foge o controle é realmente o que mais necessitamos.

Há algum tempo, trouxe de volta para a fotografia quem havia me colocado nela há longos anos.
O nome dela? Mãe. Ah, disse nome né? Carmen Zapico.

Contrariando o provável, me fiz pai, enquanto filho. Me fiz irmão, enquanto coração. Me fiz chefe, enquanto subordinado.
E tudo teve um propósito: vê-la brilhar.
Não como uma estrela, mas como uma alma extravasando os limites do tangível.
Como quem tem honra, como quem tem humildade, como quem erra, como quem continua, como quem consegue.

Sentir, e fazer encantar.
Seguir, e sorrir sempre.

No fim das contas, há sempre aquela competição entre os filhos para saber qual mãe é a melhor do mundo, não é?
Entre tantas as que dão carinho, cozinham, abraçam, lavam a roupa, cuidam do machucado, a minha não contente só com isso, ainda GANHA PRÊMIOS INTERNACIONAIS.
Desculpa pessoal, mas a MELHOR MÃE DO MUNDO, é minha.
E ó, que o juri nem é composto só por mim!! =)

Te amo, mãe! Você arrasa! :)

E pra vocês entenderem só o tamanho do orgulho, resultado do concurso INTERNACIONAL DE FOTOGRAFIA DE CASAMENTO:

Carmen Zapico, a mãe.


Rodrigo Zapico, eu.

 

PS.: Obrigado Danilo Siqueira, pelo convite para o casamento da Maria Paula, ganhamos uma foto ó! :)

E já que os prêmios não são o que nos move, um pouco dos encantamentos que foram enviadas para este concurso:

 

 

 

 

 

 

Das palavras mais bacanas que me lembro ter aprendido em tempos de colégio, está certamente Sinestesia.
Diz o Aurélio que seria, em palavras comuns, algo como a mistura de sensações ou sentidos distintos.
Digo eu, anos depois de tentá-la usar em um milhão de outras oportunidades, que é muito mais que misturar sentidos. É simplesmente sentir de vários jeitos e com várias formas e intensidades. E tudo junto. Junto mesmo.
A gente vê algo, e sente a necessidade de falar.
A gente toca algo, e tem o prazer por olhar.
A gente ouve alguma coisa, e corre para logo escrever.
A gente vive, tentando sempre se superar.
Não por nós mesmo, mas para bater a concorrência de nossa própria sombra perante aos outros.
Somos, nós mesmos, nossos maiores desafiantes. E está justamente aí, nosso maior combustível para seguir.
Sentindo mais.
Doando mais.
Querendo ser mais, muito mais.

Fotografar quem faz a arte é responsabilidade quadruplicada.
Fotografar quem sente o que de melhor pode haver ao lado de quem faz sorrir é responsabilidade quintuplicada.
Fotografar quem vem de uma família em que melodia e acorde não são só coisas do dicionário, faz tocar lá dentro da alma.

Como Tom Jobim o faria.
Com a mãe da noiva ao piano.
E com a noiva contando suas experiências e cantando suas emoções.


Ana e Syro, num domingo bossa nova.

 

 

Pensar é uma dádiva que nem sempre é muito bem utilizada.
Agimos. Pensar, as vezes fica para depois.
E o depois, pode ser que não tenha mais tempo de acontecer.
Uma pena, mas, é assim que algumas coisas se sucedem.
Acredito que as crianças se destacam mais que os adultos em uma coisa muito importante: curiosidade.
Querem saber os ‘comos’, os ‘porquês’, os ‘o quês’, e tudo mais que possa levar um ponto de interrogação ao final da frase.
Desvendar significados nos leva a entender coisas que seriam fajutas sem que eles existissem.
Sim, a vida precisa de muitos porquês para fazer sentido.
E mesmo que não sejam as vezes os porquês que desejaríamos ouvir, ou saber, são os porquês que nos levam a idéia de que sim, de uma maneira mais moderna, os fins, justificam os meios.

Confesso gostar muito de conhecer novas culturas.
Entendê-las, estudá-las, absorvê-las.
Acredito que um grande interior se faz juntando pedrinhas externas a nós.
Todo mundo tem um lado positivo no final das contas, ainda que ele seja um lado pequenino, sempre existirá.

Recentemente tive o prazer de conhecer de perto os preciosos detalhes que antecedem a passagem da vida infantil, para a vida adulta de um garoto que decidiu honrar a cultura judaica, com todos as suas várias significâncias.
Bruno e seu Bar Mitzvah. Em filme como na vida real.

rz

 


 

 

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