Baú de June, 2011

Gosto muito de ler. Talvez mais que escrever. E olha, que me atrevo a dizer que este último é um dos grandes ‘gostos’ da minha vida. Na nossa caminhada visual por esses caminhos de todos os dias, cruzamos constantemente por frases célebres, quase que solenes, sendo usadas em quase sua maioria como um plágio sentimental. Como um prazer alheio por aquele que não a escreveu, mas gostaria de tê-lo feito. Como um desejo de ser mais, apenas por ter conseguido pensar naquilo, só que antes. Dentre estas copiosidades literárias, uma, e claro, suas variáveis, têm aparecido muito diante de mim há algum tempo: “A medida do amor é amar sem medida.” Victor Hugo, o dono legítimo dessas palavras nesta ordem, antes é claro do “Feicebuk”, antes da grife de bolsas famosas ter lhe roubado o nome e antes ainda da trupe do Engenheiros do Hawaii ter criado alguma melodia para isso, apenas conseguiu expressar o que muitos apaixonados incorrigíveis tentam fazer com essas e muitas outras frases de efeito. Não são as frases, é o que se sente. É o que não se explica. E mais, o que não se mede. Em um casamento, explicaria qualquer pensador, que ainda que houvesse uma medida para o amor que aqueles dois sentem, ela seria absolutamente desnecessária, pelo simples fato de que aquilo tudo, nem ao menos precisa ser dito. Afinal de contas, sentimentos são para sentir. E aí, as vezes você se depara com grandes festas, grandes espaços, grandes detalhes, grandes coisas e percebe a maior de todas elas: Grande não é a comemoração, mas sim o motivo para ela. Essa é a teoria. E o bom mesmo é ver que em muitos casos, a prática segue a risca. Karina e Leonardo, da Capela do Sion, do Buffet Baiúca, para os cantos em que duas almas couberem juntas. Explicando o encantamento: No sábado, fui convidado para registrar os momentos deles em um FUSION Same Day Edit, que foi apresentado justamente na hora da festa, mas, sabe como é? Fotógrafo, não se segura sem congelar alguns instantezinhos! Ah! Obrigado também pela companhia de novos amigos, fotógrafos, lá do Sul: Cícero, Luana e Fernando! =) rz

E agora, o FUSION! Apresentado no dia da festa, e que me rendeu um taaaaaanto de questionamentos a respeito da música!

Não se esqueça que a velocidade da internet não pode atrapalhar sua emoção. Aperte o Play, pause, espere a barrinha carregar e aí então, divirta-se! =)

Confesso que me lembro do frio da barriga ainda.
Eram meados de Outubro de 2009 e um e-mail esperado durante semanas acabava de pipocar na minha caixa de entrada.
Havia sido aceito para a seleta International Society of Professional Wedding Photographers – ISPWP.
Na época, as cores verde amarelas não somavam mais que duas dezenas de corações que se encantavam e se tornavam parte do encanto das emoções que registravam.
Ao contrário do que seria o proposto pela sociedade ao se conseguir um ‘selo’, não me acomodei.
Penso hoje que talvez aquele dia 19 de Outubro tenha sido o meu maior impulso para seguir contando histórias de um jeito cada vez mais particular.
Cada vez mais do jeito que elas acontecem.
Cada vez mais sentindo e entendendo todos os porquês que me motivariam mais a ser um fotógrafo de emoções.
Hoje, quase 2 anos depois o frio na barriga se repete, o envelopinho acende na tela, e o que leio me faz querer sorrir.
Havia tentado há algumas semanas entrar para outro seleto grupo de grandes fotógrafos, a Wedding Photojournalist Association – WPJA.
Pois bem, as letras que acabei de ver fizeram tremer o coração.
Depois de analisarem o portifolio e meu conceito visual, julgaram que o trabalho desenvolvido se encaixava melhor no Guia Artístico da Associação.
Pausa.
Outro sorriso.
Agora, de um super-proud-member do “Artistic Guild of the Wedding Photojournalist Association”
Sim, super honra mesmo. Afinal, lá estão catalogadas obras impecáveis de grandes artistas da luz ao redor do mundo, inclusive alguns grandes brazucas que por lá fazem muito bonito, né não Renato D’Paula, Juliana Mozart?
E aí, antes que digam que isso é só um selo.
Sim, dependendo do ponto de vista é realmente só um selo.
Para mim, é um selo que me faz sair da zona de conforto e buscar fazer por merecer estar em um Guia Artístico daqueles que sentem, antes de mais nada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Das coisas que nos fazem renovar sensações estão aquelas que carregam em si o dom da raridade.
É fácil lembrar das coisas que nos marcam, pelo simples fato de que elas, em seu dia de estrelas, foram protagonistas de algo não tão comum e que justamente por isso passaram a estrelar também o Hall daquilo-que-não-queremos-esquecer.
É assim com atitutes.
É assim com surpresas.
É assim com o que vem de dentro.
Marcar-se é quase sempre conotativo. O dicionário até entra na brincadeira para dizer que é o ato de criar marca em algo ou alguém, mas, se a gente trouxer a definição para os dias que vivemos, sinceramente teremos mais marcas invisíveis para contar que feridas expostas para contabilizar, não é mesmo?
Pensando numa coisa maluca dessas, Ana Cariane e eu, alguns vários dias atrás chegamos a conclusão de que existem marcas que nos marcam, por dentro, e por fora, por assim dizer.
Sim sim, as tatuagens. Elas mesmas.
Mas, se pararmos para pensar na insanidade artística de se furar inúmeras vezes com uma agulha para então se tornar uma espécie de gibi humano, vamos chegar a uma lógica quase que de Aristóteles:
“Tudo tem um porque.”
E se tem, a gente pode definir nestes casos, duas marcas:
- A externa, aparente.
- E a interna, que ainda que não seja visível, valerá infinitamente mais que a dor de alguns sessões de tatuagem.
Surge então o projeto fotográfico Marcados na Alma, com a intenção básica de simplesmente contar a história daqueles que desejam mostrar para os meros mortais o quão desenhado está a parte de dentro do peito.
Já disse algumas vezes, e não me canso de repetir quando me fazem a mesma pergunta.
Não sou fotógrafo social. Sou fotógrafo de emoções.
Quer maior emoção do que por livre e espontânea vontade se marcar, sentir dor, chorar, sorrir para mostrar ao mundo o quão marcada sua alma foi?

Para a estréia, Lu Aith, que saiu de seu casulo há pouco mais de um ano. Para sempre.
A marca em sua alma ficou exteriorizada agora em poucos centímetros de pele colorida.
Uma passagem, um desafio, um prazer, uma felicidade. São poucas palavra mas é assim que se resumem algumas grandes coisas.
As outras, a gente começa a ver nesse primeiro FUSION do projeto.

rz

Agradecimentos de verdade ao Bob Queiroz, o autor dos rabiscos, e ao Sr. Geléia, fundador do Gelly’s Tattoo e que autorizou toda a bagunça.


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