Baú de March, 2011

Acreditar no que se vê e pode ser tocado é o que move a realidade de muitos ao nosso redor.
Mesmo que não digam isso.
O sentem. Mesmo.
Poderia provar para você de muitas maneiras que essa realidade é muito mais ficcional que qualquer outra que você tenha visto nas telas do cinema.
O que se vê e o que se enxerga são coisas diferentes.
A ponta dos dedos só toca o que o coracão sentiu instantes antes.
Sim, é um músculo super evoluído. E mágico por sinal.
Carrega em si a capacidade de nos mostrar o invisível diante dos olhos. Da alma.
Leva consigo também a chance de brincar com o tempo. Não dos homens, mas o de Deus.
E então tudo se transforma. Tudo se preenche com o passado se vertendo sobre o presente. E mais, projetando-se no futuro.
Na máquina do tempo das emoções, os detalhes contam parte da invisibilidade.
E para completar, deixam as sensações exaltarem o que só se sabe sentir.
Cada um carrega em si o dom de ser feliz. E sim, felicidade é invisível.

A Erika e o Renan juntam, felizes, as escovas de dente logo menos.
Relembrar onde tudo começou é mais que voltar no tempo.
É sinestesicamente sentir em dobro.

Do Pátio da Cruz, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, para o lado de dentro.

rz


Há pessoas que buscam explicação para tudo.
Há outras, que tentam explicar tudo.
Há ainda algumas que não sabem explicar o que querem explicar.
E há aqueles, felizes incompreendidos que não buscam explicação naquilo que não precisa ser explicado.
Um beijo, um sorriso, um carinho.
É mesmo necessário dizer algo para se afagar?
É mesmo com palavra que se compensa uma conquista?
É mesmo com teorias que se fundamenta compreensão?
Penso – incompreendidamente também – que não.
O que se sente está aquém de qualquer filosofia.
O que se desenha do lado de dentro da pele é pessoal e intransferível.
O que não se diz, muitas vezes é falado com outra linguagem.
O que se ama é aquilo que não se pode explicar aos normais.
Amar e ser amado é maluquice. E da boa.
Compreender e ser compreendido, quase sempre, só na Oração de São Francisco mesmo.
Reclamar? Não não. A vida é mesmo assim. E não tente explicá-la.
Juro, vai ser frustrante.
E então, se um dia entrar em uma igreja e simplesmente sentir que ali é O LUGAR. Aceite isso.
Se mudar de planos perto do casamento e quiser chamar mais gente que faz seu coração se alegrar. Faça isso.
Acredite mais no que sente – e sabe de alguma maneira que existe – do que naquilo que se passa diante de seus olhos.
Alguém já ouviu falar de coração com miopia?
Eu não.
E, by the way, aposto que a Fabi e o Rodolfo também não.
Da Igreja Cristo Rei e do Villa Moinho, para todos os outros dias que surgirão.

No alto dos meus 1,69m penso que desde pequeno, ou ‘mais’ pequeno, quando comecei a me entender por gente, o que eu mais gostava de fazer era absolutamente sorrir. Para tudo, por tudo e para todos.
Minha mãe costuma dizer até hoje que por trás de uma sobrancelha levantada e um rosto fechado, tem um sorriso que contagia quando acontece.
É, gosto de sorrir mesmo. Talvez a cara fechada seja para impor um ‘respeito’ que minha pouca idade e baixa estatura dificilmente imporiam por si só.
Sorrir para a vida.
Sorrir pela vida.
Especialmente quando você tem nas páginas de sua história fatos que fazem você parar para refletir o quão milagroso é estar agora diante de uma tela de poucas polegadas escrevendo com o coração. Justo esse membro que talvez, sequer pudesse bombear sangue para controlar a máquina inteira que me mantém aqui, neste mundão, danado de bom!
É como uma filosofia de vida sabe? E daquelas que se aprende em casa…
Seguindo na situação ‘flash-back’ lembro de quando criança, o maior castigo para mim era que minha mãe olhasse bem no fundo dos meus olhos e dissesse que tinha ficado chateada com alguma traquinagem e que então ficaria sem falar comigo.
Aquilo me corroia.
Vai ver é por isso que hoje falo tanto. E sinto tanto.
É bem o que dizem, há males que vem para bem.
O fato é que toooooda essa sessão nostálgica se passou pela minha cabeça uns dias atrás quando recebi a notícia e que a premiação do Concurso da ISPWP havia saído novamente.
Tão engraçado ver como uma competição pode nos mostrar facetas incriveis de sensações né?!
Pois então, a maluquice toda se deu quando parei para analisar todas as minhas fotos que haviam sido premiadas até Janeiro deste ano.
Incrível, todas, em categorias de emoção, exceto uma, com um vestido pendurado em uma árvore sobre um lago, que sim, não tinha a emoção expressa na foto, mas no backstage ao ver a noiva, Débora Cheruti, quase morrendo do coração com aquela situação.
Aí que essa reflexão toda me fez pensar mais ainda no quão maluca é essa minha fixação por sensações, sentimentos e emoções.
É como um encantamento.
De modo que quando me vejo com a câmera e uns vidros a minha frente, passo a pensar com o coração.
A técnica deixa de ser essencial e o que me guia é o que vejo de um jeito transcedental com o coração.
Pode parecer errado para um fotógrafo não privilegiar a teoria, mas sabe o que é? Sou humano, e aí, já viu.
O negócio é sentir mesmo.
Se sou fotógrafo de casamentos? Pois é.
Cada vez mais a certeza é de que sou fotógrafo de emoções.

Preciso também ressaltar o orgulho tremendo de ter uma mãe premiada internacionalmente!! E de novo!!  De novo!!
E agora, mais orgulho ainda de ver um cara que sequer arriscava mexer em meus Mac’s há pouco mais de 2 anos, hoje coloca seu nome entre as 10 melhores fotos de ‘crianças’ numa associação tão renomada!

Mãe e Marcelo, I’m so proud of you guys! You rock! (Mãe, põe no google que vc descobre o que eu falei tá?!)

E aí que como presente pra progenitora que aniversaria amanhã, este post e meu coração, cheio de emoção, as vezes de cara fechada, mas com o coração sempre aberto. EU AMO VOCÊ!

rz

PS.: Esqueci de postar sobre o outro concurso em que tivemos fotos premiadas também! :S Então, vai ter foto de montão premiada para vocês verem agora!

E agora as esquecidas! Do concurso de Outuno!


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