Baú de February, 2011

Dentre as coisas que certamente mais podem ser bacanas na vida de uma pessoa, penso eu, na minha efêmera existência, que seja deixar um legado aos que por sua sombra pisaram.
A fotografia tem me permitido seguir essa crença paulatinamente. Em casamentos, em ensaios de família, em nascimentos e em qualquer outro momento que a Luz alinhada ao meu coração tem me deixado ver um ângulo próprio das coisas que pinta.
É mágico demais saber que uma imagem criada por você possa carregar então um poder absconso de mudar não só quem a idealizou, mas quem por ela seus olhos passaram.
Fotografamos para os outros, mas que para nós mesmos. É um fato.
Ver imagens idealizadas por nossos olhos em equilíbrio com o cérebro e o coração é bem bacana.
Mais bacana ainda é ver essas imagens sendo vistas e comentadas por outras almas.
É aquela sensação de dever cumprido.
E um dever realmente prazeroso.
Acho bem que o que de melhor podemos fazer na vida, é tornar a nossa passagem por este mundo significativa.
Para que não sejamos esquecidos. Para que mostremos o quão únicos somos.
E a fotografia, verdadeiramente nos dá essa chance. Que se quisermos pode muito bem ser aproveitada de um jeito mágico. Diferente. Especial.
Um sorriso pode mudar um dia.
Uma fotografia também. Tenho certeza.
Aí, que neste sábado e domingo tive uma outra certeza.
A de que ajudar a completar pensamentos, me torna realmente uma pessoa mais completa.
Viajei para São José dos Campos onde quase uma dezena de pessoas esperava encontrar em um final de semana atípico, informações, experiências e coração suficiente que fosse capaz de mudar o jeito de olhar o mundo através da fotografia.
Foram dois dias densos. E bem, bem divertidos.
Há algum tempo vinha recebendo pedidos de amigos, conhecidos – desconhecidos também – para que pudesse explicar um pouquinho do meu trabalho com fotografia de um jeito que fosse não somente voltado para o lado profissional e mercadológico da coisa, mas também ao lado que não vemos, mas sentimos.
Apostei. Apostaram comigo, por mim e em mim.
Entre o calor escaldante de um céu absurdamente azul, a perna quebrada de um companheiro e uma ‘ex-noiva’ que me brindou com seu casamento, nos divertimos. Aprendemos. Ensinamos. Vivemos.
E valeu a pena. Muito mesmo.
Afinal, nenhum de nós ali tínhamos a alma pequena! :)
Com vocês, algumas imagens da diversão do WS e o resultado prático, demonstrado com uma super-mini-exposição, de um passeio no parque com a turma do Workshop Fotografando a vida de um NOVO jeito, em São José dos Campos.

Obrigado pessoal, de verdade mesmo! Foi muito mais bacana do que poderia imaginar! Vocês foram demais!  Time da Johnson mandou super bem! Time ‘não Johnson’, também! :)
Espero mesmo ter feito um pouquinho de diferença no jeito de vocês enxergarem o mundo daqui pra frente. Seja atrás de alguns vidros. Seja diante de emoções inexplicáveis. Arrasem! Na vida!

Minha homenagem à vocês, está aqui, do jeito mais ‘meu’ que sei fazer. :)

E com vocês, a galeria de fotos de quem confiou em minhas maluquices!

E para finalizar, nóis tudo!

Ser convidado para experiências diferentes é sempre bem bacana.
O desconhecido é provavelmente das coisas que mais encantam o ser humano.
Esse misto de medo e ansiedade é o que motiva muitos de nós a seguir tentando. Ou mudando. Ou provando.
E bem devia motivar todos.
Mudar é tecnicamente evoluir. E se buscamos uma evolução constante, porque não buscar coisas distintas né?
Não saber o que nos aguarda faz do instante que antecede a mudança, uma coisa infinita, e sim, deliciosa.
Daí, o resultado da equação é fácil: dá-lhe frio na barriga.
De quem convida e de quem aceita o convite.
O fato é que não adianta brigar com a natureza, não é mesmo?
Inclusive quando além do frio na barriga e ansiedade ela nos envia dias feios e chuvosos.
O jeito é gerenciar: expectativas e nuvens carregadas.
Fabi desde sempre havia me contado que o grande passeio dela e do Ro de quase todos os finais de semana acontecia nas costelas da Serra da Mantiqueira, abraçados pela charmosa cidade de Campos do Jordão.
Pensar nos dois sem pensar naquele clima de montanha específico era basicamente impossível.
Então, depois de 3 ou 4 cancelamentos por motivos de força do Pedrão lá de cima, um domingo destes fomos passear em Campos!
Confesso que preferi a cidade fora da super temporada de inverno.
O charme é o mesmo.
O frio, bem mais ameno! Ufa!
O plano era simples, passear, tomar um sorvete e voltar pro aconchego do apartamento deles.
A execução? Divertida!

Entre o ruas coloniais e dentes-de-leão, Fabi e Rodolfo.
rz


A lua da sexta-feira dava o sinal.
Era sábado,..de sol.
Não, eu não ‘aluguei um caminhão’ como o pessoal do Mamonas Assassinas fez, mas bem fui viajar para um almoço bem, beeeem divertido.
Dias antes, em uma conversa com a Dri, chegamos a uma conclusão bem deliciosa daquilo que vivo falando para todo mundo que me pergunta onde fazer a sessão de fotos:
Fotos não devem criar histórias. Fotos devem contar histórias.
E aí meu amigo, a história já tá lá.
Os ingredientes também.
O narrador dá seu toque e pronto! As lembranças ficam deliciosamente verdadeiras.
Do jeitinho que se pensou e mais, do jeitinho que se viveu.
Um dia me disseram e eu fiz daquelas palavras minha oração.
Assumo mesmo: sou daqueles que acha que um ensaio de casal deve ter a cara do casal.
Tudo bem, pode ser num parque. Desde que o parque tenha algo a ver com a história daqueles dois sabe?
Agora, de quê adianta posar para fotos em um verde lindíssimo se a grande Vibe pra noiva é passear no shopping?!
Para quê ir até um jardim botânico no meio das flores se o noivo gosta mesmo é de motocross e rally?!
Tenho para mim, como crença existencial mesmo, que o ensaio de casal antes do casamento serve especialmente  para que eu possa entender a relação deles quase como um narrador onisciente.
Preciso sentir a história deles, bem do jeitinho que ela acontece.

E aí, entra um outro detalhe.
Como ‘cobrar’ por esse presente? Impossível, eu não consigo.
Acabo presenteando os noivos com essa sessão de fotos, que na verdade, muito considero, um presente para mim.
Nada pode pagar o abraço que recebo do noivo, aquela figura normalmente cética com relação a fotografia, bem no dia do casamento, presetes a dizer sim.
Ele já está tranquilo, já me conhece, já sabe como vou participar da história deles.
E a noiva então? Me esperando no making of? Bacana demais!
E isso por quê? Porque o contato que tivemos, não foi por um e-mail formal, por contrato assinado ou por qualquer legislação dos homens.
O contato foi verdadeiro, com eles e do jeito deles.
Quis entender a história deles, quis vê-la como ela bem merece ser vista.
E isso faz com que confiança que depositarão em mim no grande dia seja muito mais de alma que de corpo.
Eles me permitem participar daquele dia especial.
A questão não é registrar.
Antes de tudo é preciso sentir.
Com vocês, Adriana, Daniel, Toddy e Amora. Direto de Guará. Terra de Carnavais de Rua deliciosos! (Né não moços?)
rz

*PS.: não posso deixar de comentar, que nesse dia, contei com uma ajuda super especial.
No backstage da vida chamo de irmão. Renato Zapico, 13. Obrigado grandão! =)



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