Baú de November, 2010

Alguns dias atrás comecei um texto dizendo de meu pensamento, talvez um tanto quanto utópico, de que os dias tem em si uma espécie de elo de sensações que geram em quem os vive um tipo delicioso de ‘viver’ emocionante. Hoje, não mudaria sequer uma vírgula que até mesmo deixei de por no meio de todas aquelas entrelinhas. Os dias, sim, vêm todos de outros dias.
E o mais bacana é que nesse cordão imaginário que a gente acredita, há ainda algumas 24 horas que possuem uma estrelinha plus. São dias que não valem mais que os outros, mas levam em si uma energia capaz de mover-se por um tanto de outras horas.
São dias que são para sempre.
São dias de dizer sim.
São dias de sorrir.
São dias de ser, e fazer ser feliz.
A Claudia e o Gilberto escolheram a véspera de feriado para casar.
Pensaram nos detalhes, desenharam expectativas, criaram emoções.
Sorriram, se divertiram e embarcaram em uma nova vida, planejada direitinho, para ser vivida para sempre.

O dia que vem de outros dias.

November 22, 2010

Embora existam pessoas que se preocupem apenas com o dia que se monta em 24 horas, eu faço parte do clube que acredita que as horas que vivemos agora só têm o sentido que lhes é devido por conta de outros vários minutos que se passaram diante de nossos olhos.
A verdade é que há quem não enxergue muito bem.
E há quem enxerga muito mais que qualquer entrelinha.
Em qualquer um dos casos, é impossível de se negar que o livro da vida vai se construindo capítulo a capítulo. E veja só. As páginas destes acontecem dia após dia.
Quando conhecemos alguém que nos faz parar por 1 quarto de hora o mundo é de se esperar que esse dia seja lembrado.
E se esse alguém viabilizar um sorriso do lado de dentro de seu peito, aquele momento não vai se esquecer.
Não porque precise ser lembrado o dia todo.
Mas porque desde então, todos os dias fará parte do dia todo.

Salvo excessões celestiais que não se explicam em um post de blog, casamentos são escritos em parágrafos tão deliciosos que ao longo de várias fases de relacionamento pode-se contar uma história toda que para muitos pode ter muito mais gosto de cinema que qualquer mega-produção mundial de 7 filmes.
Todos somos contadores de história. Especialmente quando somos narradores-personagens, juntando os suspiros da história do passado a ansiedade do futuro que está por vir.
Aí, que o Fusion ENSAIO, com seu jeito de cinema da vida real, deixa tudo mais fácil de ser visto.
E no dia da festa, diante de todos aqueles olhos coadjuvantes das entrelinhas do conto que passam a conhecer.

Cláudia e Gilberto. Clau e Giba. Circo, buquê de rosas vermelhas e o altar.
14 de Novembro de 2010.

23 velas e uma vida toda.

November 19, 2010

Há quem não goste de aniversariar.
Se critico? Não né? Cada um tem seu gosto.
Talvez pensem que cumprir mais um ciclo mundano resuma-se a ficar velho, gasto, usado, mais próximo de um fim cabalístico.
Nunca pensei nos dias 19 de Novembro dos últimos 23 anos assim. Não mesmo.
Talvez eu seja diferente demais e isso possa até mesmo não ser bom, mas tenho pra mim que cruzar por mais um dia de receber parabéns é na verdade a certeza de que a evolução segue.
Nada de caminho para o final. A estrada dessa vida vai levando a gente para onde nossos sonhos forem capazes de chegar. É o livre arbítrio.
Sou o que sou e na teoria ninguém vai me mudar. Há quem tente, bem verdade, mas a intensidade que me move, é a mesma que me mostra que os dias não passam por nós a toa.
Não peço mais horas no dia. Peço dias novos. Para repensar. Para viver. Para ser e fazer ser feliz.
Em 365 dias, não há quem fique parado em um mesmo lugar. As coisas acontecem quando e como elas tem que acontecer.
Dizem que o mundo dá voltas. Eu prefiro pensar que ele dá rodopios. Daqueles vertiginosos e que ainda assim todos queremos pegar carona.
Parece mesmo que emoções e conquistas são dos maiores desejos de quem sorri para os dias. O meu sorriso tá no ‘Mode On’.
Acredito em energia e nas forças que a gente não enxerga mas sabe sentir.
Coincidências existem sim, mas para nos mostrar que tem alguém lá de cima, mostrando as pedras corretas a se pisar.
Acordar para um novo sol, não é só o despertar.
É tirar das cobertas todos aqueles sonhos que se guardaram junto com o boa noite.
Eles não são para ficarem por aí. São para serem vividos. E com as pessoas certas, compartilhados.
Se bater o medo de não realizar. Respira fundo.
Mudanças são bem-vindas. E se não forem, a gente tira da frente e volta pra como era.
É assim que tem que ser.
Nos 23 anos.
E nos próximos todos também.
A caminhada é mesmo sem fim.

rz

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