Baú de October, 2010

Não é que as coisas tenham prazo de validade. Especialmente quando envolvem um músculo sedento por datas intermináveis.
Mas é como se algumas datas desenhassem marcos necessários para indicar o início de novos tempos.
Melhores, mais bacanas. Diferentes.
Até porque, no final das contas a gente sempre busca o amanhã diferente mas que nos mantenha total e absolutamente envolvidos num dia em que os olhos se cruzaram, o tempo parou e uma data interminável se instaurou.
Daí depois de algum tempo, tentar resgatar na memória do coração onde foi que todo aquele sentimento acrescentado teve início. É um prazer. É como se reviver o início, ou simplesmente relembrá-lo causasse um choque emotivo em tudo o que se rodeia.
E daí, aquelas coisas, sem prazo de validade e provavelmente sem explicação são vistas de um jeito bom, de um jeito bem bacana mesmo.
A Rê e o Cleiton, escolheram o dia 09 de Outubro para trocar alianças.
O dia do acréscimo de estima, já foi. Há 2 anos e meio.
E todos os outros dias, serão.

Fusion SDE, apresentado sábado. Misturando fotos, vídeo, sensação e sentimento. A emoção não pára.
rz

Sempre ouvi dizer por aí, em esquinas, durante 15 minutos frenéticos, que caminhar é sentir a história por poros tão exageradamente abertos que os filtros de sensações se dissipam.
Cruzei os limites da fronteira invisível entre duas línguas. Quando pisquei já estava em Portugal, me familiarizando com um português muito mais difícil que japonês.
Regionalismos, e do lado de lá do oceano são um tanto quanto, distintos.
Que a Europa é o berço da humanidade, acho que nem o mais cético retrucaria.
Agora, sofismas bem feitos, chegamos a conclusão de que a Europa é então o berço de tudo. De vinícolas a amores avassaladores. De ruas estreitas, a fé avassaladoras.
Ir a Porto e não passear em uma das enotecas é ininarrável. Caí quase sem querer dentro da Graham’s.


Para as tradições não se perderem por entre Gigabytes de novas tecnologias, sigo a onda de Cazuza e digo que os museus se enchem de novidades. Pelo menos pra mim.


Caminhar por ruas desconhecidas é quase como um final de episódio de série a cada esquina. Ainda que você tenha o roteiro que vá fazer, os olhos te entrega uma emoção que talvez palavras não fossem capaz de entregá-las. A luz pinta o momento que você quer guardar na gaveta do criado-mudo. A fotografia se faz. E se refaz a cada novo instante.


E daí, numa caminhada qualquer, com os olhos tão abertos quanto o peito para receber estímulos, você percebe que asas libertam, espreitam e motivam uma série de fatos.


E aí você passeia pela cidade. Reconstrói rotas. Refresca desejos. Estimula vontades.

Fins de tarde sempre trazem consigo a esperança da mudança. Um momento de transição. Um momento para aprender que não importa em que sorriso você acredite, energias alheias movem muito mais que montanhas.

Soluços a parte. Fátima e Porto. Entre ruas estreitas e o coração alargado de emoções.
rz

Fotografar no frio é só questão climática.
Por dentro o calor se faz onde for necessário.
Pra aquecer sorrisos.
Pra aquecer encantamentos.
No fim das contas mesmo, sempre achei que as essências de cada par de olhos são bem quentinhas por sinal.
Aí, que entre os contos e relatos da Eurotour’10, preciso muito fazer uma mini-pausa e voltar para São Paulo.
Para o Horto Florestal.
Para um casal que se encantou e encanta.
Renata e Cleiton, são daqueles casais que se conversam sem precisar pontuar uma vírgula. São daquelas almas, que extrapolam sensações sem dizer uma palavra.
E daí que o frio daquele sábado não combinava nadinha com eles. Então, para um ensaio-ansioso-véspera-de-casório, tá aí, tudo quente!
Especialmente para vocês Rê e Cleiton, que queriam essas fotos já no dia dos clicks.
Sábado agora estava pensando em comer uma pizza, bora? =)


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