Antes de qualquer explicação, uma confidência:
Já escrevi e apaguei este post inteiro 3 vezes nos últimos 20 minutos. Espero, de coração que esta seja a versão final.
Se o motivo de tudo isso é dúvida sobre o que escrever? Não não.
O motivo disso é saber qual o impulso exato que tenho que pegar para conseguir pular esse degrauzinho que está bem aqui em minha frente.
Acho que já contei diversas vezes a história de quando passei um tempo nos Estados Unidos estudando vídeo. Citei a maluquice que era isso para um fotógrafo. Comentei a quantidade de olhares reprobatórios que caíram sobre meu peito. Falei da disparidade de comentários bacanas em relação a essa tentativa de evoluir.
Uma coisa que não citei foi uma importante conversa que tive com Vinícius Matos, sentado no saguão do H.I de Nova Iorque.
Naquela tarde, Vini depois de perguntar para mim se tava tudo bem com a viagem, me lançou uma questão que me deixou um pouco chocado naquele instante: “Vai virar videógrafo?”
Caramba, poxa vida! Tinha desencanado de vez de publicidade. O diploma da USP já só servia para juntar poeira. A conquista da ISPWP tinha acabado de acontecer. E aí, agora, eu talvez fosse visto, com a intenção de desistir de fotografia?! Me senti atropelando meus próprios sonhos. E não pela pergunta em si. Mas por tudo aquilo que ela me demonstraria.
Voltei rabiscando projetos nas 12 horas de voo. O Fusion SDE surgiu. O Fusion SDE começou a agradar.
Lembro bem do primeiro comentário a respeito desse trabalho da super-referenciada Rafaela Zakarewicz. Mal sabia eu, que ela queria mesmo me mostrar o caminho todo que eu podia estar abrindo e passeando a partir daquele momento.
Daí, os meses foram passando, e os Fusions acontecendo, do jeitinho que eu queria, tranquilos, diferenciados, cheios de coração.
Danilo Siqueira, há alguns dias repetiu a pergunta do Vini. “E aí, quando você vai virar videógrafo?”
Pois é, talvez não ache que seja questão de adjetivar. It’s all about heart.
Quando me envolvi com gravações, as coisas que foram surgindo e acontecendo, foram tão naturais para o fotógrafo Rodrigo Zapico, quanto para o possível videógrafo Rodrigo Zapico.
O Workshop de FUSION que aconteceu.
Os profissionais-parceiros-amigos-pseudo-concorrentes elogiando, curtindo e se empolgando.
As noites de edição.
Os desenhos de um novo trajeto.
E se, posso filmar fotografando instantes que não voltam, e fotografar em 24 quadros. Porquê não fazer isso?
O casamento da Jana e do Ro, desde o dia do primeiro encontro da gente, aqui no estúdio, me fazia pressentir que talvez fosse um ‘brand new day’ pra mim. E foi.
Sábado, de madrugada ainda, dentro do carro comigo, dois corações a me apoiar e um monte de desejos de estrear pela primeira vez a doidice que vocês vão ver já já.
Se precisa de explicações? Não acho, mas por via das dúvidas…
O conceito de Short Movie é atualmente o conceito próximo do cinema que se está utilizando para definir vídeos de casamento ‘bacaninhas’. Mais que isso, vídeos de casamento que nos permitam reviver a história de uma maneira tão evoluída e gostosa como a fotografia de casamento tem mostrado em suas novas faces em um tempo menor que o padrão, roteirizado, cheio de sensações.
Nessa mesma brincadeira gostosa da vida, passo a oferecer, como um Upgrade do FUSION SDE, e também como um novo produto o vídeo: Quinze Minutos. Um filme de emoção, para mostrar que em um quarto de hora uma vida toda de emoções pode acontecer diante de nós. Junto dele, uma espécie de Trailer, o Quinze Minutos em 3. Esses, que vocês vão ver agorinha mesmo!
Ah, não vou responder a pergunta de muitos de vocês se sou fotógrafo ou videógrafo tá?
Sou, no fim das contas, só eu mesmo. Rodrigo Zapico.
Não que seja muito.
Mas é o que temos, em 15 minutos, em uma vida toda.
Baú de October, 2010
Quinze Minutos de emoção.
October 29, 2010Canon High ISO Test. FUSION WORKSHOP.
October 21, 2010Daí que muitos, eu disse MUITOS, amigos meus que tem o interesse em se aproximar da vida em 24 quadros, têm uma mesma dúvida em comum: Qual câmera começar?
Em um ‘mundo novo’ que Canon e Nikon oferecem o feature de gravação de vídeo em alta-definição desde câmeras que custam menos de US$ 1.000, saber qual o nível da diferença no produto final que o investimento vai fazer é realmente interessante.
Num infinito controlado de alguns milhares de dólares, logicamente diferenças existem. É piegas dizer que não.
A questão que eu me pego as vezes é: “Essa diferença é realmente importante para você e seu produto final?”
Enxotando a ‘equipamentite’ que muitos de nós temos, até que nível é interessante investir em um super corpo de magnésio?
A máxima que eu chego é quase Aristotélica, dos tempos de INFOCUS [2010]: ”Don’t spend money if it won’t help you to get more money.”
Se você não vai conseguir repassar o seu custo funcional para seus clientes, de que adianta desfilar por aí com um strap de câmera que traga as iniciais da câmera mais Top do mercado? Ego? É, ok, deixemos o EGO de lado nesse momento.
Não é porque surgiram coisas novas que sua fotografia ou o seu vídeo ficaram piores. #ficaadica.
Ah sim, fica o vídeo também. Uma comparaçãozinha básica de ISO entre Canon 7D, Canon 5D Mark II e Canon 1D Mark IV.
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O infinito particular. São Paulo, SP
October 18, 2010A gente vive em constante aprendizado nas horas em que resolvemos experimentar o mundo.
Quem não acredita nisso, se fecha numa concha com sua pérola prestes a apodrecer.
Viver novas experiências é com toda a certeza o causo mais compreensível para seguir tentando. Ou seguir mudando. Ou simplesmente seguir.
A gente aprende e ensina.
É a lógica aristotélica da vida. Em 15 minutos. Em 2 anos. Em 55.
Não importa onde estejamos há sempre um par de olhos que te mostra que não é necessário gritar para ser ouvido.
É preciso ver, muito mais do que os outros olhos enxergam. É preciso entrega. É preciso acolhimento.
Depois de 2 anos e meio, completando o Fusion do post passado, para o infitino particular de Renata e Cleiton. Que nesta hora, passeando pela Galerie Lafayette, poderão estar pensando no próximo sorriso, ou simplesmente, vivendo!
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