Baú de July, 2010

Tudo sempre tem um começo.
E o começo não está necessariamente sempre perto da onde estamos. A vida afinal, não é sempre feita de ciclos, mas também de caminhos sinuosos que nos levam a cair no meio da terra do Tio Sam, entre o deserto e a tecnologia. Foi assim comigo. Não que tenha que ser com você. Falo sério. Digo isso, porque cada um na verdade tem que seguir não só os caminhos que seus pés querem seguir, mas o que seu coração quer desenhar.
Me desbanquei das terras tupiniquins com um desejo maluco de tentar ser uma andorinha no meio do inverno brasileiro.
Apoiar uma mudança, ou simplesmente um novo ponto de vista. Fui, e voltei com um tanto de bagagens que guardá-las no fundinho do maleiro de meu guarda-roupas não seria justo.
Estudei muito. Testei um tanto de coisas. Tropecei. Levantei. Isso tudo para poder desenhar a melhor trajetória para quem quer acreditar que é possível mudar, ou inserir, ou tentar, ou simplesmente sonhar com um vídeo diferente.
Se quero formar cinegrafistas? Sinceramente, não sei. Quero ajudar a quem quiser evoluir o vídeo, como fizeram – e seguem fazendo – muito bem com a fotografia. Afinal de contas, a emoção não para.
A expectiva para a primeira explanação de um troço que anda a passos de criança de 1 aninho no Brasil, era enorme. A valer. Apoio recebido. 9 pares de olhos apostando em minha maluquice nos dias 13 e 14 de Julho. Estúdio cheio. De sorrisos, de brincadeiras, de corações, de prêmios, muitos prêmios.
Falei como nunca. Ouvi muito. Sorri bastante. Gostei demais. Experiência única. Para mim, e espero, que para quem se dispôs a estar me olhando paulatinamente.
Agradecer um por um, é justo, necessário, e faço sem obrigações. Faço, por um vínculo de amizade em um que ensina e aprende na mesma velocidade que aprendem e ensinam. É assim que tem que ser. Mão única, só nas rodovias. E ainda assim, olhe lá.
Gracia Pastoriza, finalmente conheci seu jeito meigo de fazer perguntas e tirar dúvidas. Arrebente, seu mercado vai chocar com seu trabalho!
Fernando Paes, depois do Wedding Brasil, te encontrara no meu estúdio foi outra honra. O Social Podcast vai arrebentar muito, certeza! Aliás, te vejo amanhã né? Afinal, ganhou o sorteio para ver um FUSION surgir! =]
Renato DPaula, vigésimo do mundo é apenas uma colocação. Você é muito mais que o vigésimo lugar. Sabe o que diz, pelo que diz e mais, pelo que sente. Nem preciso dizer da honra né?
Julio, permita-me citar aqui as duas metades do casal Luminifoto, pois sei bem o quanto a Simone também queria e esteve lá com a gente. A evolução vai ser o máximo, certeza! A simpatia de vocês dois contagia!
Fernando Canavês, ter um cinegrafista com a arte pessoal do vídeo impressa em seus trabalhos foi incrivelmente bacana para mim. A valer! No que precisar nessa caminhada, já sabe.
Francisco Miron, consegui além de uma parceria, um amigo. Quer coisa mais bacana que isso? Novas coisas vão surgir, certeza!
Lais Altoé, nada de ser mera companhia, agora quero ver suas edições a valer! Boa sorte com o novo Macbook Pro!
Anderson Miranda, confesso que o culpado dos meus 5 minutos de maior nervosismo na hora do bom dia, foi culpa de seus olhos a confiar em meu trabalho. Quem segui durante tempos e tempos agora simplesmente estava acreditando em minha maluquice. Impagável. Muito Obrigado! Seu trabalho, já sabe né? Já arrebentava antes, espero tenha podido ajudar a ficar mais bacana ainda!

Todos juntos, vivemos. E isso é o melhor de tudo.

Vale muito também, outros agradecimentos:

ENERGIA – Led’s
http://www.energia.tv

DIMTEC – Equipamentos de Estabilização
http://www.dimtec.com.br

COLORBARS – Locação de Equipamentos
http://www.colorbarsvideo.com.br

Agora diz pra mim, WS de Vídeo, sem vídeo é tenso né?! Tá aí, um mini! =]

No backstage das atitudes, reverberam os sentimentos. Não sei se pra todos, mas pra mim é assim. Sem meias palavras. Sem meias emoções.
Essa minha estréia em Brasília, foi surreal.
Cheguei ao aeroporto, e a minha recepção de boas vindas foi uma moça simpática me virando e perguntando: “deixa eu ver sua mochila?” Não, não há pessoas muito malucas no aeroporto da Capital. A Elis Frigini estava mesmo era rastreando a única imagem que ela tinha de algo que remetesse a mim. Encontros de pessoas que se conhecem por ‘avatar’ é assim mesmo. Cheio de vírgulas. Aliás, esse ano é o ano da desvirtualização. Já transformei pelo menos duas dezenas de avatares de twitter e facebook em pares de olhos a me guiar. Tem sido fantástico. Ao mesmo molde que esse final de semana em Brasília foi.
Fábio, meu anfitrião oficial, por conta de trabalho passou o bastão da casa para as queridas Elis Frigini e Ana Batista, que diga-se de passagem cumpriram de maneira incrível o dever. Enfim, estava em boas mãos logo nos primeiros 10 minutos de cerrado.
Ansiedade a parte, do jantar no mexicano ao tour de turista-mor pelo palco da politicagem,  o que me sobraram foram sorrisos de gratidão. Daqueles transparentes. Daqueles reflexivos. Daqueles…sinceros.

Gratidão é um estado de espírito que morre aos pingos nos amanheceres modernos. Sentir se grato caiu em desuso. Oferecer um obrigado muito mais que automático àquele que doou-se para ti está fora de qualquer semana da moda. E o que mais incomoda é ver que nada se faz para mudar essa coexistência. Acostumou-se. Até porque ficar inerte ao que se vê acontecer e repetir por aproximação é mais lei que reconhecer que a confiança depositada em ti não espera nada mais que um mero sorriso verdadeiro de companheirismo.
Embarquei dia 25 último para a Capital. Na bagagem, encomendas da paulicéia desvairada, equipamentos em estado de dicionário e a certeza de que a primeira e a última coisa a ser dita em solo Brasiliense, seria um sonoro ‘Obrigado’. Daqueles que levam em si 3 capítulos finais de livros: Reticentes, pontuados, mareados.
Nada fugiu aos planos. Até porque o maior de todos eles, era não ter planos. E assim sendo, fazer jus ao convite fantástico que me fora feito pelo grande amigo Fabio Oliveira, para complementar seu olhar e atacar de emoções e encantamentos na beira do Lago.
O prazer do desconhecido sempre impulsiona a quem se dispõe a lutar. Especialmente quando o desafio é contra o melhor de si.
Tá aí o resultado da briga, esperando ter cumprido o agradecimento justo pelo convite, entregando o que me foi solicitado: cumplicidade.

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