Baú de March, 2010

Quem me conhece sabe quanto eu prezo pela surpresa. Não que eu pense que valham mais. Mas sem dúvida, marcam mais.
E é uma via de mão dupla. É bom pra quem recebe. Mas, se feita de coração,  é deliciosamente melhor para quem oferece. É mais que uma sensação de dever cumprido ao entregar aquela tarefa chata de 3 semanas. É mais que ver um trabalho finalizado. É uma surpresa.
E portanto, totalmente denotativo: Que não se espera.
No fim das contas, o que não se espera é na verdade o que mais se espera. Ou pelo menos, o que mais se deseja ter, quando se tem.
É filosofia, eu sei. Mas é a verdade, sob este par de olhos que escreve. Não que seja absoluta. É um ponto. Certo que há vários outros por aí.
Todo esse amontoado de idéias culminam numa idéia única. Sou contra datas comemorativas. Não critiquem não. Tendem entender a navegação dos pensamentos.
Em datas comemorativas, tudo se espera.
É como se em 24 horas criássemos um mundo cor de rosa. Mas daqueles bem Barbie. Cheio de coisas fabricadas, pensadas, e queridas.
Não digo que não sejam reais. Digo que se tornam falsas pelo simples fato de que após a meia-noite, viram abóboras.:
O sorriso e o abraço cheio de desejos se tornam um simples “Oi.”
Os presentes, cacarecos e lembranças são deixados no criado-mudo.
E de repente os elogios se tornam as críticas mais ousadas.
Seja bem vindo ao mundo real das todas outras datas não comemorativas.

O que eu quero hoje portanto,  é aproveitar este grupo de horas ‘internacionalmente’ desejadas por todos pares de cromossomos XX para deixar bem expresso nas linhas, que não se contentem com os chocolates e flores de hoje.
Não se acomodem com os elogios rasgados para vocês. Todos os outros dias do ano são de vocês também!
Dia das mulheres é aquele dia que sorri. Aquele dia em que no meio da manhã nebulosa rasga-se um sol.
Vocês definitivamente trazem um quê de magia que entre os barbudos não acontece.
Um charme digno de unhas compridas.
A maquiagem de um rosto que é o cartão de visitas de uma alma lutadora.
O corpo que ganha tons angelicais ao estar prestes a se casar.
Ah sim, não são elogios. São fatos.

rz

_______________________________________________________________________

Everybody who really knows me, knows how much I care about the surprises. It’s not about I thought that it is awesome. It’s about pump up.
It’s actually a two-way street. It’s good for who prepares. And it’s awesome for who receives. It’s better than solve a hard task. It’s more pleasant than see a good job done. It’s just surprise.
In a dictionary we can find the meaning of: “what is not expected.”
As a matter of fact that, what we don’t expect, we, actually expect more. Or, at the least, we desire when we don’t have.
It’s pure philosophy, I know. But it is also the truth, to this eyes that write these words. It’s just a point of view. I’m sure that there are many others.
All of this ideas result in one thing. I’m against ‘commemorative days’. Please don’t criticizes me. Just try to understand this view.
In commemorative days, everything is expected.
It’s like we create a special pink world on those 24 hours. Like a Barbie World. Full of special manufacturated things.
I’m not saying that it’s not real. I’m saying that it turnes fake after the midnight. Like pumpkins:
The smile and the special hug become a simple “Hello”
The gifts disappears.
Be welcome to the real world of all of the ‘non-commemorative dates’.

What I want today is take the advantage of a internacionally wanted day for all of the pairs of chromosomes XX, to say:
Don’t pump yourself beacuse of the chocolates and flowers.
Don’t make yourserlf comfortable because of the compliments.
All of the others days are yours.
Women’s day is the day that smiles. That gray day that turns into a sunny time.
You definitively bring charm and magic that the men don’t do.
A long nails charm.
The make-up that is a business card from a strong soul.
The body that become angelical when the marriage come.
Just saying. These are not compliments. Are just facts.

rz

Música é, na minha opinião uma das três universalidades do mundo.
Juntos dela, ao ladinho, estão religião e arte. Bom, neste caso, vamos esquecer o país que vivemos, e deixar o futebol de lado.
Não importa o cantinho que você esteja do planeta, sempre tem um ser fazendo música, ainda que seja numa simples caixa de fósforos.
Aí acontece que no Brasil, as almas parecem já nascer meio sacodidas. Até acho que pode ser efeito dos trópicos sabe? Mas, o fato é que se torna inevitável não balançar as pernas freneticamente em algumas épocas do ano.
No carnaval, nem preciso dizer que é a época-mor.
Todos, digo. TODOS, sem exceção, no mínimo conhecem um par de marchinhas de carnaval. Dos meus amigos da camiseta preta do heavy metal, ao pessoal do pagode de mesa no Bar Brahma de domingo. Ainda que realmente haja um par deles que não suporte a muvuca de carnaval, nenhum se antepõe a idéia de que realmente a música produzida por uma centena de civis motivados pelo amor a essa festa tão antiga, é realmente mais cheia de alma que de notas musicais. Bom, esse é na verdade o ‘espírito’ que vem lá de trás. Diversão, música e um quê de inconsciência coletiva.
Ainda que não fosse muito necessário, prefiro pecar pelo excesso de dizer que faço parte do grupo de pessoas que realmente se encanta com a energia que circula entre as sandálias que cruzam as avenidas durantes os desfiles de carnaval. Se você nunca presenciou, não critique. Capaz de você ter que me pedir desculpas pela crítica.
Acontece que entre as paixões universais que citei, a fotografia me motiva mais e monetariamente, me favorece mais que o carnaval. Sendo assim, por que não fotografar no domingo de carnaval?
Quando recebemos a visita dos dois fofos dizendo que pretendiam casar no domingo de carnaval em primeiro momento pensamos que era brincadeira….mas, vê bem. Se foi brincadeira, rendeu um trabalho muito gostoso de se fazer!

A Carmen, aniversariante de hoje, contou sua versão da história lá no blog da Arte RZ. Passa lá.

Por aqui, antes das imagens preciso claramente dizer da ajuda da queridíssima Lu Aith, fotógrafa mais que especial da Arte RZ, que esteve comigo desde as 7h30 no making até o último acorde da banda de forró que pôs todo mundo pra dançar. Mandou super bem! =]

_______________________________________________________________________

Music is, in my opinion, one of the three world’s universalities.
In the same line, I believe in religion and art. In this case, I’ll simply forget my home country and let go away the ‘soccer passion’.
It doesn’t matter how far you are in this planet, there is always someone making music, even in a little matchbox.
Then, in Brazil, the souls seems to birth shaking. Maybe could be the ‘tropic effects’, you know? But, the fact is that is completely impossible don’t crazy shake legs in some part of the year.
In Carnival times, I don’t need to say anything. Do I?
Everybody, I say, EVERYBODY, no exceptions, at least know a bunch of carnival musics. From my ‘black-tees’ heavy metal friends, to the samba-beer-friends, even one or other doesn’t like the crowd of carnival times, none is against my toughts: The music comes from the soul and goes to another. Actually the ‘strong’ between the music is more important than purely the music.
I think it could be easily unwritten, but just in case…I’m part of the group who loves this beautiful magic between the legs that walk over the Carnival avenue. If you never went to Brazil in those times, you really should. It’s really more than words can explain.
However, beside that, between my passions, the photography pushs me up more. And surely, gives me money. So, why don’t take pictures on a  ‘Carnival Sunday’?
When I met this couple actually I thought that was a joke, because normally, all the country ‘close’ on Carnival Times. However, now I see. It was a Niiiiiice joke!..Thanks God we have sun all year long.

Before the images, I need to say a special ‘thanks’ to my photog-soul-mate Lu Aith, who helped me a lot in that day! She was amazing! Nice pictures!


por Luciana Aith

por Luciana Aith

por Luciana Aith


por Luciana Aith

por Luciana Aith












  • Twitter
  • Facebook
  • Orkut
  • Vimeo