Baú de January, 2010

JTP Project at New York.

January 12, 2010

A teia de coincidências realmente faz mais sentido quando segue como o Spider Man a faria. Sem fim.
Como eu disse no último post, há que acreditar no sol escondido entre os arranha-céus dessa cidade, já aprendi. Foi só isso que fiz.
E a continuação da história, hoje, depois de 2 dias saindo com os melhores “Random Friends” que poderiam ter surgido, finalmente uma saída fotográfica para esquentar os ‘dedos’ para os próximos dias que caminham a passos largos nessa terra de frio e gente apressada.
Depois de um tour fantástico com um cara ‘histórico’ 5 países se uniram na mesma paixão para criar um projeto em seu nome:
JTP Project, Jerry’s Tribute Photography Project
É bem verdade que no último sábado o grupo que caminhou por milhas durante horas pode perceber que no meio de tanta maluquice de cidade grande, existem realmente pessoas. Jerry, um homem de seus 70 anos de histórias para contar, com sua câmera 6×4,5 empunhada, parava randomicamente pessoas na rua só pelo registro. Muito bacana.
A idéia hoje era testar o equipamento, e curtir os últimos momentos com essa turma junta em Nova Iorque.
Agora cada um vai para um lado, e brevemente voltará a se encontrar em algum lugar do mundo. :)
Com câmeras empunhadas, 3 profissionais, 2 amadoras, partimos para o passeio.
Foram horas divertidíssimas, muitos ‘clicks’, alguns ‘nãos’, lugares bacanas, pessoas diferentes,…que tiveram sua conclusão num lugarzinho incrível com comida e cerveja Indiana espetaculares.

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Especialmente para: Allan, Lauri, Cal, Sebastian and Flora.

The web of coincidences has much more sense when it looks like what Spider Man would do: without end.
As I’ve said in the last post, you must put your heart into it. I’ve already learned. I’ve just done it.
Just keep on going with this story…today, two days after going out with the best ‘random friends’ ever, finally a photographic journey at this huge city to start the preparation for the next days those are coming so fast at this ‘doesn’t-stop cold city’.
After a fantastic Tour with an amazing guy, five different countries get involved in the same passion to create a project which those guy’s name:
JTP Project, Jerry’s Tribute Photography Project.
It’s true that on last Saturday, those guys who had been walking all day long, could realize that besides all the troubles of this huge city, there are ‘real’ people in. Jerry, a seventy+ old man full of stories in your life, with your 6×4,5 camera, was stopping many people who was at the street, just for the pic. G-O-R-G-E-O-U-S!
Today, the idea was just testing the equipment and get out on these last moments together at New York.
Now, each of us will go to a different place and surely will get together again on another amazing place someday.
With the cameras turned on, 3 professionals, and 2 compact ones, we’ve started our journey.
It were just some amazing hours, many pics, lovely places, different people, and a pretty good dinner at an Indian Place with a surreal Indian beer.

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nycab1

Há 12 horas respiro um ar diferente.
Gelado.
Babelístico.
Nova-Iorquino.
Antes que comecem os encejos às críticas e comentários negativistas insensatos que certamente virão… não, eu não vim pra passear não. ;)
Aí que está o grande lance: se jogar nas coisas.
Medo é inerente aos fracos. E eu, tô fazendo academia faz tempo.
Coração apertado, mas vai ser bom. Tem que ser bom!

10 horas de voo. 25 km de caminhada como um ignorante tupiniquim, para dar o horário do Check-in, me deram autoridade para dizer entre algumas coisas, que a Broadway é praticamente a Paulista à meus olhos, que as idéias do Steve Jobs são sem dúvida comparáveis às do Calatrava e que a pressa que os nova-iorquinos tem, é tão non-sense quando a maluquice que todos tem de apesar de ter um celular que conecta a internet e acessa e-mail ficarem lotando café com internet em estações.
Aqui as coisas ganham sentido. Pensem, não há quem venha pra Nova York e não sinta um Dèja-vu. Também pudera, impossível contar quantas películas foram rodadas entre as esquinas do Lower West, do Meatpacking District e até mesmo do Harlem.
Central Park é tão familiar quanto o Ibirapuera para os Paulistas.
As vezes dá pra se sentir tão a vontade com a estátua da liberdade quanto nos sentimos com o Cristo Redentor.
E como dizem, é a cidade que não pára. De se transformar.
Hoje não é igual amanhã. Cada dia é uma nova fase desta lagarta mutante de arranha céus majestosos.
E bonitões, a arte da fotografia tá aqui aos litros. É só sair com um balde que dá pra encher facinho.

E antes que fiquem de saco cheio, não vou ficar contando o que faço passo a passo não. É um porre e bem ‘fresquinho’.
O lance é contar o que de legal vai rolando, vai sendo diferente e claro de um jeitinho todo Zapico.

A propósito, uma coisa que é muito curiosa aqui:
As lojas tem sempre duas ou mais portas. mas só uma funciona. Nas outras só a mensagem: Please, next door.
Vai entender esse American Way of Life.

Outra coisa que pouca gente fala, o preconceito rola solto. E é ridículo, 70% das pessoas na rua são imigrantes latinos. Pra quê a palhaçada e o olhar torto?
Vai entender esse American Way of Life #2.

Ah, sim, e pra quem mandou DM perguntando. Hoje, -3ºC.

rz

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