Posts Tagged ‘fotografia de casamento’

Não conheço muito sobre todos os que existem, mas os Santos da Bahia que estiveram no sábado por entre a energia do Casamento de Mara e Paulinho eram todos colaboradores da felicidade e domadores de sorrisos. Certeza.
Saí de São Paulo na sexta-feira de manhã depois de uma madrugada intensa pesquisando tudo o que pudesse achar sobre a Belíssima Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia e o delicioso Trapiche Eventos, debruçado sobre o mar baiano, ao lado do Forte de São Marcelo.
A recepção pelo casal super alto-astral no aeroporto só era a pontinha do iceberg de alegria que estaria por vir! Aliás, iceberg desses que tinha bem no comando, Marcos, pai da Noiva, entusiasta muito, muuuito,muuuuuuuito grande da boa fotografia! Honra? Medo? Tudo junto e misturado, afinal,  a emoção tem que começar de alguma forma, não é mesmo?
Diziam para mim que ir a Salvador e não descer a ladeira do Pelô era como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel. Pois veja bem, cumpri essa tarega, e levei para o Making da noiva, de carona com o pai dela, um tanto de energias inexplicáveis daquele lugar.
Sempre pensei que experiência fosse quase que um sinônimo de teste. Aprendi a discordar disso nesse final de semana. Não testei nada por lá, experimentei toda aquela sensação que eu não conhecia ainda.
Igreja que remetia aos tempos de Cabral.
Festa que remetia aos tempos de pós-modernidade.
Se o antagonismo era negativo? Jamais. Inclusive sempre achei que antagonismos somam e não subtraem. E olha que nessa soma soteropolitana o resultado rendeu um tanto de emoção do primeiro acorde do coral ao ritmo frenético do DJ noite a dentro. INCRÍVEL a valer!
Ser bem acolhido por quem te conhece é bom.
Ser muito bem acolhido por quem acredita em seu trabalho e confia suas emoções a você, é incrível.
Não sei como fazer, mas sei que preciso agradecer muito a família, digo FAMÍLIA toda de Paulinho e Mara pela recepção, pelo carinho e pela confiança colocada com jeitinho nesse mini-fotógrafo e sua mãe-parceira-fotógrafa, dona Carmen Zapico, que se jogou de olhos e coração nessa delícia de noite.

O resultado, tá aí, justamente para o infinito, como a Tatuagem da Mara.

Para mais fotos, só passar lá pela Arte RZ também! :)
rz


É segunda-feira! É sonho!

August 30, 2010

Lembro bem daquela segunda-feira.
Todos no colégio comentavam sobre as filas enormes que tinham enfrentado para conseguir fazer a inscrição para a Fuvest daquele ano. Eu, alheio a todos escrevia um poema, que por certo está guardado na gaveta do criado-mudo.
Não sei bem certo qual foi a mão que me tocou os ombros, mas a pergunta era só para conferir o fato de que eu, também tinha sido vítima da famigerada cola. E não tinha. Pelo simples causo de estar entretido com outras coisas e absconsamente ter esquecido o ‘detalhe’ de me inscrever para o vestibular.
A correria contra o tempo e contra a cara feia da mãe que via o filho prestes a perder a chance de começar sua caminhada na vida de um Profissional da Comunicação era impagável. No fim, parece que esse começo desandado foi recompensado.
O diploma veio pra minha parede.
Daí, lembro também quando algum ano atrás, cheguei pra mesma mãe que falava para todos que tinha um filho publicitário, dizendo que simplesmente aquilo não me encantava como a chance que eu tinha de retratar emoções como sendo a poesia visual daquilo que eu sentia diante de alguém. Confesso que a cara não foi das melhores, mas o apoio, dos mais inigualáveis.
Não acredito muito em tempo. Tenho para mim que um tanto de coisas correm paralelamente e totalmente alheias a ele. Não que isso seja bom. Nem também que isso seja ruim. Isso é o que penso. E aí, é só um pensamento.
Levo também tatuado em mim, além das iniciais no pulso, a certeza de que para sonhar conquistar algo diferente a gente pode começar tentando fazer algo que nunca fizemos.
Continuando nessa cadeia de Sofismas disconexos, desisti de hesitar. Vê se pode!
Passei a desejar cada dia sendo como ele só poderia ser. Estudei mais. Me inspirei mais. Busquei dar mais de mim que podia imaginar ser capaz.
Dizer que não esperava nada em troca é além de ridículo, piegas. A conclusão era que o sonho fosse sendo visto de olhos abertos.
Daí veio o dia 23 de Fevereiro de 2010. Era outra segunda-feira.
Luciana Aith, me liga, me fala quase em códigos, palavras que não eram dessa língua. A tradução era mais ou menos irreparável. Duas fotos minhas premiadas na ISPWP.
Como disse no dia, a primeira vez a gente nunca esquece. Por muitos motivos. É óbvio. Especialmente se seu avô, que jurava que o seu futuro era dentro de uma sala de cirurgia como cardiologista busca seu celular numa agenda velha e te liga para parabenizar.
A vida segue caminhando. Ou pede para descer. Ou vai andando junto. Ficar parado não faz parte do plano de forma alguma.
Com um tanto de gente ao lado, por trás, na frente e em todas as direções, numa quase outra segunda-feira, 25 de maio de 2010, era hora de sorrir de orelha a orelha de maneira altruista. Por trás do RZ, há um alfabeto inteiro. E também com fotos premiadas!
Não era hora de relaxar, mas sim de abraçar a mãe-premiada e dizer que o objeto de decoração deixado na parede há 2 anos, era até bonitinho. Mas os caminhos estavam se abrindo para um amor que não se explica em uma assinatura de Reitor.
Caminhos esses que a gente desenha num papel de pão, ou num restaurante Mexicano em Brasília em um final de semana especial ao lado do parceiro Fábio Oliveira.
Dessa vez o calendário se enganou. Era sábado. 28 de Agosto de 2010.
Mais uma vez, a responsável por todos os avisos, Luciana Aith, me envia uma série de mensagens de texto frenéticas para dizer que mais uma vez alguns versos da poesia estavam bem escritos!
O casório, em Salvador, que já estava animado, ganhou uma paleta de cores que nem Photoshop saberia registrar.
Ajustando o calendário divino. Hoje, outra segunda-feira, meu sorriso de orelha a orelha fala mais que qualquer entrelinha. E não só por um capricho egoísta, mas como Vinícius Matos mesmo postou, a fotografia de casamento brasileira tá dando as caras, as mãos, os olhos, os corações e tudo o que de mais nossa terra e nossos amores podem dar.
O Brasil se superou mais uma vez! Amigos entre os 10 melhores da fotografia MUNDIAL, sem contar a avalanche tupiniquim de fotos premiadas em todas as categorias. Foi incrível por culpa de uma série de arrobas: @dpaulaphoto, @fe_petelinkar, @sharoneve, @marcia_piveta, @raphafraga, @rejanewolff, @rjaccoud, @guilhermeb, @MarcosFelice, @fabriciasoares, @carolina_pires @aleborgesfoto @viniciusmatos
Agora o mais bacana mesmo, é correr a favor do futuro, se Deus quiser, cheio de segundas-feiras pra todo mundo que ama e vive pelo que faz.

Sempre ouvi dizer de que se busca sempre encerrar as coisas com chave de ouro. Em verdade, penso que ao colocarmos na fechadura um elo dourado, não estamos cerrando nada. Muito pelo contrário. Estamos carregando nossa alma de emoções que continuam como se olhassem pelo buraco que ousou trancar o que já se passou. A verdade é que não se passa por acaso. Se vive. Se revive. Se inventa a Cazuza. Se enchem os museus de novidades. Viver é assim mesmo, cheio de voltas sem idas, cheio de emoções refletidas.
Ta aí que na penúltima noite que me veria na nação antes da viagem que hoje me carrega de novos olhares estive diante de um par de almas alegres. Contagiantes. Apaixonantes. Adriana e Luiz me deram um sábado inesquecível. Seja por tradições culturais indiscutivelmente belas, seja pela frase mais marcante – do noivo – que ecoou em minha cabeça até aos 12.000 m de altitude do Airbus que me levou para o outro lado do mundo: “Posso chorar agora?”
Dominar o que vai acontecer diante de nossos olhos durante as horas que nos entregamos a um casamento é quase como querer escrever a história da novela em que você será o narrador. Não me passa pela cabeça tal egoismo. Afinal de contas, o que me move mesmo é a imaginação de que aquelas cenas todas vão todas refletirem-se em imagens do que senti. Do que, realmente, vivi.
Temperando as sensações desse dia, não posso deixar de dizer que ao meu lado, estava, além da Flávia Cobucci meus pares de olhos ‘plus’ , o ganhador do sorteio do WS FUSION – SP, Fernando Paes vendo um FUSION surgir. Fusion esse, que logo mais se juntará a essa história.
Saudações desde Porto, onde ao invés de se escrever ‘Puxe’ se escreve: “Empurre para fora.”

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