Baú de June, 2010

Há algum tempo, quer dizer, um bom tempo, parei para filosofar a importância das tradições numa cerimônia de casamento. Como uma anti-filosofia quase que gutural me restaram algumas respostas mesmo sem saber quais eram exatamente as perguntas. Não penso sinceramente, que o vestido branco, a troca de alianças, o mentor espiritual ou um simples mestre de cerimônias seja capaz de fazer ou desfazer um casamento. Sim, disse isso mesmo. Não, não estou exagerando no que penso. Casar-se aos moldes tradicionais, é muito mais para os outros que para as próprias almas que decidem entregar-se e seguir de mãos dadas pela vida. Acredito que as noivas tenham o sonho de vestirem-se de branco e entrar por um corredor florido e bem iluminado, vendo lá na outra ponta dessa nave mãe o rosto que se fez tão desejado na hora de aceitar aquele pedido, pelo simples gosto de fazer igual sua mãe, sua vó, sua amiga e todas as partes femininas da família e rede de amigos do facebook, orkut e twitter. O que se tem por certo mesmo, é que no final das contas, a emoção que se gera entre os corações independe do meio e da forma do culto. Tanto é verdade que ainda que não haja um culto, as lágrimas escorrem, e naquele instante de troca de olhares o mundo para e as rotas se costuram. Se sou contra o casamento ‘tradicional’? Claro que não. Mas levanto uma bandeira, daquelas de levar pro estádio, de apoio aos casamentos com a cara dos noivos, a valer.
Da visita ao estúdio até o pre-wedding, passando pelo encontro no Facebook, a Lu e o Beto se mostraram inéditos. Em corpo, alma e coração. Daí que no dia 12 de Junho, junto com as baterias das câmeras em carga máxima, levava em mim, o coracão pilhado para as emoções que certamente se sucederiam. E se sucederam, numa cadência quase poética.
O resultado, do dia dos namorados, tá aí!
rz

Contribuir rende mais.

June 10, 2010

Desde que o mundo é mundo, ou desde que alguém começou a estudar a fundo o desenvolvimento da psiké, considerou-se máxima humana a intenção de diferenciar-se do grupo. Seja por motivos Darwninianos, ou seja por motivos São Paulo Fashion Weekianos, cada conjunto de cabeça, ombro, joelho e pé, quer ser diferente. Uns extrapolam é bem verdade. Outros mantém-se no limiar da indiferença. E ainda há aqueles que buscam a diferenciação no valor que podem agregar aos que ao seu lado estão.
Lembro bem que na minha época de TCC, há alguns anos, enquanto falava sobre embalagens e sua influência no comportamento de compra do indivíduo, dediquei um longo capítulo para essa temática tão cabalística: Ser, diferente, ou não ser, diferente?
Assim como nas prateleiras, acredito que tudo o que move a um desconforto do tradicional pode ser perigoso. Mas, sinceramente, quem não gosta de perigo, de desafio, é porque está estagnado, e se estagnou, cadê o impulso para seguir tentando? Desistir não pode estar nos planos. Diferenciar-se pode render alguns olhos tortos, mas, e se vierem os sorrisos? O não, o comum, já se tem. Buscar o autêntico, o diferente, o novo aprendizado é o que escorre por entre os dedos. Fecha a mão pô!
Foi assim, desse jeito maluco, torto ou simplesmente confiante, que em Agosto de 2009, planejei uma imersão em um conteúdo não nativo: Vídeo de Casamento.
Cansado de perceber a notória diferença entre os trabalhos entregues em terras tupiniquins e os entregues no além-mar, diferentemente do que ocorre em fotografia, haja visto o último concurso da ISPWP por exemplo, resolvi embarcar durante 1 mês em uma série de congressos de vídeo – para videógrafos mesmo. Antes que perguntem. Sigo sendo fotógrafo. Aí está a loucura maior. Adaptar o que entrou na cabeça e no coracão em Austin e Nova Iorque de uma maneira que seguisse sendo proveitoso, para mim, e para quem acredita em meu trabalho.
Daí, me vi desembarcando no aeroporto de Guarulhos, com 1 mala pequena, e uma bagagem invisível imensa.
Acontece que meses depois, fusions depois, comentários depois, vários amigos de verdade depois, mestres dispostos a apoiar depois, me vi de frente a uma série de olhos que num misto de vontade e ansiedade construiram comigo um novo projeto.


Não quero criar monstros. Quero contribuir com o que vivi e com o que tenho inserido em meus dias cada vez mais. Acredito que juntos a gente pode mudar. E pra melhor.
Como vai funcionar a brincadeira:
Dois dias de imersão ao vídeo DSLR. Afinal, se a tecnologia está aí, por que não usá-la a nosso favor?
No primeiro dia, de abordagem teórica, vamos passear pela introdução ao que é o tal vídeo HD, o por quê dessa brincadeira toda, bem como entender o que precisa ser feito, na câmera e nos controles, antes de simplesmente apertar o ‘rec’ e sair balançando por aí.
No segundo dia, a idéia passa a ser o enriquecimento desse movimento proporcionado pelo vídeo. As técnicas de cinema para áudio, luz, e novos takes. O uso do feeling fotográfico e claro, edição do material.

Para não deixar esse post com cara de tese, quem tiver interesse, manda um correio pro tio: ws@fusionsde.com.br
Como de praxe, as vagas são limitadas, nesse caso mais ainda. A intenção é quase que uma atenção individual e especial.

rz

Depois de ter sido acordado com as notícias da manhã me contando sem nenhuma milonga que a Terra da Garoa tinha virado Terra do Frio com seus exponencialemente gelados 8ºC, decidi deixar as cobertas de lado e pular da cama com as sementinhas da novidade em meus bolsos.
Há 5 meses, desembarcava de uma viagem que decididamente mudou minha vida. Profissional, pessoal, e provavelmente transcedental.
Em minha bagagem trazia diversas coisas palpáveis, mas o que deveras interessava naquele momento, era o que não podia ver nem tocar, o aprendizado.
E foi muito grande. E foi bem diferente.
A ponto de que uma porção de horas depois do desembarque, empunhado de câmera, olhos e coração, já ousei mostrar para mim mesmo que o que tinha se passado diante de mim, poderia ser adaptado com a cara dessas duas letras, e literalmente ser passado adiante.
A tal historinha então, deu-se o nome de FUSION SDE, essa mistura de foto e vídeo com a mesma câmera, pelas mesmas mãos, pela mesma cabeça. Detalhezinho. Entregue no mesmo dia da sua ‘concepção’. Nada de encubadora, ou meses de espera. No dia. Na hora.

Hoje, é com um desejo único que ponho ordem na casa, que antes só falava de fotografia e hoje se mostra contando história por meio de 30 quadros por segundo.
Aqui, continuará existindo o trabalho todo que desenvolvo, mas, para aqueles que acreditam que a emoção não pode ser estática, está declarado oficialmente inaugurado um novo cantinho específico e acolhedor: FUSION SDE BLOG.
All of you, be my guests! Novidades vem a tona quando se fazem justas, não é mesmo?!
O intuito desse novo lugar já está traçado. Logo menos vem surgindo.

E para a estréia, aqui e lá um FUSION SDE na areia da praia.

Quer ver em alta-definição? Clica aqui.

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