Baú de May, 2010

Foi-se o tempo em que as embalagens serviam apenas para guardar os produtos. Hoje, muitos querem ter de recordação aquela caixinha ‘cool’ da apple, sem nem mesmo saber para qual finalidade exatamente.
Já não estamos no tempo em que panfletos em tons de cinza anunciavam as cores de um novo produto.
Agora não se datilografa em teclas pesadas o que se busca informar.
Hoje, temos o google. Hoje temos o twitter. Hoje temos o facebook. Hoje temos menos que teremos amanhã. Mas ainda temos.
Do fundo do coração, duvido muito que aquele senhor simpático, com uma pequena protuberância abdominal, poor vezes chamado de lambe-lambe, imaginou em tempos remotos que poderia oferecer seu trabalho de fotografia não só no cartório civil, mas também na internet. “Inter o quê?”
Pois é. Viva a comodidade. Viva o imediatismo. Viva a acertividade. Hoje busca-se de carros à fotografia de casamento sem gastar mais que 10 calorias.  Afinal digitar no Google o que se precisa e clicar um mísero botão, não é de todo cansativo não é mesmo?
A vida agitada nos privou da morosidade de andar horas atras de coisas que hoje resolvemos em instantes. Isso é que eu chamo de privação boa.
Melhor ainda, é quando você descobre que o casal que vai fotografar, tem em sua parte masculina um fiel utilizador do senhor G.
Pergunte ao meu xará qualquer coisa. A resposta mais imediata será certamente. “Joga no Google.” Esse é dos meus. Mesmo!
Daí some à ele, uma parte feminina super comunicativa que está embarcada feliz da vida no oceano das mídias sociais. Voilà! Um casal completamente envolvido nas questões facilitadoras dessa vida tecnológica de 2010. Digo isso, porque sinceramente não sei o que nos espera daqui 7 meses.
O casamento da Re e do Ro, foi definitvamente fruto de muita pesquisa, literalmente. Construido sobre as bases de ter um poruquê em cada detalhe escolhido. E assim foi. Do site dos noivos a escolha do fotógrafo. Muita peregrinação. Muita vontade. Muito gosto.
Sábado foi o dia deles. O resultado, tá aí.
rz




Bate-papo, bate fotos.

May 27, 2010

Estagnação enferruja. Sempre tive isso basicamente como lei de vida. Buscar mais que o que se conseguiu hoje é, na prática, e na lógica, o que se faz evoluir. Tentativa e erro é um método bom. Dormir, nem método é.
Agora, pense em uma mini-pessoa que acabou de sair de um chacoalhão intelectual danado. Aí você soma a essa mini-pessoa a vontade óbvia de testar as técnicas do jeitinho mais pá-pum de ser. Aí, para remexer toda essa mistura, você só precisa colocar um casal de noivos super extrovertidos e prontos para testar tudo o que for proposto.
De cara, já deixo avisado aos meus amigos fotógrafos: se forem usar músicas para descontração da conversa, mantenham no iPod todas as hipóteses. Lu e Beto adoo-ooooram Eletrônico. E aí, prova-se por A+B que não são musiquinhas relaxantes que fazem as pessoas se sentirem bem, mas sim, a música de seu habitat. A música que toca o coração. Seja ela a 120 BPM, seja ela com os graves super saturados.
E durante o bate-papo proposto entre a gente, para os últimos detalhes do casório do dia dos Namorados, fomos clicando, clicando, clicando. Descomprometidamente. Alegremente. Sorrateiramente. Fazer os noivos vestirem o papel de atores de uma novela do Manoel Carlos, definitivamente não está nos meus planos.

O resultado da brincadeira dos dois, tá aí!

Dizem que mulher não tem manual de instrução. Aliás, os homens dizem né? Não me excluo não. Muitas vezes já debrucei sobre minha não capacidade de entendimento paranormal do universo feminino essa desculpa. Não que seja uma máxima verdadeira apenas para as mulheres, mas desde que me entendo por fotógrafo, entender o comportamento humano é uma tarefa sobrenatural mesmo. E imagine então, entender o comportamento humano, diante de uma [ou várias] objetivas, de duas almas recém costuradas. Tecnicamente bem complicado. Não há teoria plana que se aplique. O que vale mesmo é o coração. A sensibilidade.
Foi com o intuito de adestrar essa sensibilidade que desembarquei terça feira passada no Rio de Janeiro, para mais um Workshop com Vinícius Matos. Dessa vez o tema era Direção de Noivos.
Com conteúdo bem coeso, a intenção clara não era ficar no diálogo unilateral. Era provocar. Instigar. Por a prova o músculo que temos por debaixo da camiseta, debaixo da pele, atras das costelas. E deu certo. Nos deparamos com desafios malucos que nos levaram ao esforço de conectar os noivos fictícios que haviamos conhecido a pouco. Além de aprendizado, experiência única mesmo. Aliás, experiência única foi poder passear pelas ruas da Urca com um tutor completamente insano fotografando a sua maneira! O resultado, está aí!

Só pra constar, a título de brincadeira, fiz um Fusion do curso pra poder curtir com a galera depois!…O Vini já postou em seu blog, fiquei super honrado. Agora é minha vez de deixá-lo arquivado nesta casa.
rz

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