Baú de ‘para os fotógrafos’ Category

Contribuir rende mais.

June 10, 2010

Desde que o mundo é mundo, ou desde que alguém começou a estudar a fundo o desenvolvimento da psiké, considerou-se máxima humana a intenção de diferenciar-se do grupo. Seja por motivos Darwninianos, ou seja por motivos São Paulo Fashion Weekianos, cada conjunto de cabeça, ombro, joelho e pé, quer ser diferente. Uns extrapolam é bem verdade. Outros mantém-se no limiar da indiferença. E ainda há aqueles que buscam a diferenciação no valor que podem agregar aos que ao seu lado estão.
Lembro bem que na minha época de TCC, há alguns anos, enquanto falava sobre embalagens e sua influência no comportamento de compra do indivíduo, dediquei um longo capítulo para essa temática tão cabalística: Ser, diferente, ou não ser, diferente?
Assim como nas prateleiras, acredito que tudo o que move a um desconforto do tradicional pode ser perigoso. Mas, sinceramente, quem não gosta de perigo, de desafio, é porque está estagnado, e se estagnou, cadê o impulso para seguir tentando? Desistir não pode estar nos planos. Diferenciar-se pode render alguns olhos tortos, mas, e se vierem os sorrisos? O não, o comum, já se tem. Buscar o autêntico, o diferente, o novo aprendizado é o que escorre por entre os dedos. Fecha a mão pô!
Foi assim, desse jeito maluco, torto ou simplesmente confiante, que em Agosto de 2009, planejei uma imersão em um conteúdo não nativo: Vídeo de Casamento.
Cansado de perceber a notória diferença entre os trabalhos entregues em terras tupiniquins e os entregues no além-mar, diferentemente do que ocorre em fotografia, haja visto o último concurso da ISPWP por exemplo, resolvi embarcar durante 1 mês em uma série de congressos de vídeo – para videógrafos mesmo. Antes que perguntem. Sigo sendo fotógrafo. Aí está a loucura maior. Adaptar o que entrou na cabeça e no coracão em Austin e Nova Iorque de uma maneira que seguisse sendo proveitoso, para mim, e para quem acredita em meu trabalho.
Daí, me vi desembarcando no aeroporto de Guarulhos, com 1 mala pequena, e uma bagagem invisível imensa.
Acontece que meses depois, fusions depois, comentários depois, vários amigos de verdade depois, mestres dispostos a apoiar depois, me vi de frente a uma série de olhos que num misto de vontade e ansiedade construiram comigo um novo projeto.


Não quero criar monstros. Quero contribuir com o que vivi e com o que tenho inserido em meus dias cada vez mais. Acredito que juntos a gente pode mudar. E pra melhor.
Como vai funcionar a brincadeira:
Dois dias de imersão ao vídeo DSLR. Afinal, se a tecnologia está aí, por que não usá-la a nosso favor?
No primeiro dia, de abordagem teórica, vamos passear pela introdução ao que é o tal vídeo HD, o por quê dessa brincadeira toda, bem como entender o que precisa ser feito, na câmera e nos controles, antes de simplesmente apertar o ‘rec’ e sair balançando por aí.
No segundo dia, a idéia passa a ser o enriquecimento desse movimento proporcionado pelo vídeo. As técnicas de cinema para áudio, luz, e novos takes. O uso do feeling fotográfico e claro, edição do material.

Para não deixar esse post com cara de tese, quem tiver interesse, manda um correio pro tio: ws@fusionsde.com.br
Como de praxe, as vagas são limitadas, nesse caso mais ainda. A intenção é quase que uma atenção individual e especial.

rz

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Dizem que mulher não tem manual de instrução. Aliás, os homens dizem né? Não me excluo não. Muitas vezes já debrucei sobre minha não capacidade de entendimento paranormal do universo feminino essa desculpa. Não que seja uma máxima verdadeira apenas para as mulheres, mas desde que me entendo por fotógrafo, entender o comportamento humano é uma tarefa sobrenatural mesmo. E imagine então, entender o comportamento humano, diante de uma [ou várias] objetivas, de duas almas recém costuradas. Tecnicamente bem complicado. Não há teoria plana que se aplique. O que vale mesmo é o coração. A sensibilidade.
Foi com o intuito de adestrar essa sensibilidade que desembarquei terça feira passada no Rio de Janeiro, para mais um Workshop com Vinícius Matos. Dessa vez o tema era Direção de Noivos.
Com conteúdo bem coeso, a intenção clara não era ficar no diálogo unilateral. Era provocar. Instigar. Por a prova o músculo que temos por debaixo da camiseta, debaixo da pele, atras das costelas. E deu certo. Nos deparamos com desafios malucos que nos levaram ao esforço de conectar os noivos fictícios que haviamos conhecido a pouco. Além de aprendizado, experiência única mesmo. Aliás, experiência única foi poder passear pelas ruas da Urca com um tutor completamente insano fotografando a sua maneira! O resultado, está aí!

Só pra constar, a título de brincadeira, fiz um Fusion do curso pra poder curtir com a galera depois!…O Vini já postou em seu blog, fiquei super honrado. Agora é minha vez de deixá-lo arquivado nesta casa.
rz

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Se procurarmos a definição quase que aristotélica para a palavra congresso sem muito esforço encontraremos algo que nos faça a crer que antes de qualquer coisa, é um evento que reúne pessoas. E veja bem. Se reúne pessoas, porque tratá-las como se fossem parte da decoração do pavilhão das palestras?
Há quem diga que nós, twitteiros, somos antes de qualquer coisa viciados. Não desminto. Mas relato o vicio de uma maneira positiva. Seria tecnicamente para mim o vicio do ‘querer estar perto’.
Foi assim, que se aproveitando de um recurso desse passarinho azul, que dias antes do Wedding Brasil, ‘moi’, acabei meio que por brincadeira criando uma Hashtag: #twitternowedding. O intuito, além de ser divertido era obviamente juntar todos os que conhecia via redes sociais tivessem um jeito de perceber que existiam pessoa por trás daqueles montes de ‘arrobas’ twitterísticas.

Confesso do fundo do coração que o resultado foi muito maior que o esperado! Pessoas super simpáticas se envolveram na causa, e de repente quando fui perceber já estava totalmente alucinado com a idéia de um encontrão bacana de twitteiros do Brasil que criei um e-mail específico para poder organizar uma listinha de todos que estavam a fim do encontro!
Essa foi a prova real de que as mídias sociais funcionam mesmo. Se eu fosse palestrar, certamente cederia um bom tempo para mostrar que em questão de instantes várias pessoas que eu só conhecia por site e logotipo, me enviaram e-mails, DM’s e uma série de avisos para que fossem incluídos na lista do mesão que estava se formando!
Fato concreto é que como o @fernandopaes disse, acabei virando um assessor do mesão! E, pra ser sincero, foi bom demais dar uma de ‘tio da caravana’ durante os três dias de congresso.
Tirei as arrobas de todos os nomes de cada um dos que passavam por mim – vestido de toalha de piquenique – e pediam a etiquetinha que fiz para identificar-nos.

É bem verdade que aprendi um monte de coisas no palco duplo do Memorial da America Latina, mas onde me senti com um plus de  preenchimento foi nas cadeiras que me acomodaram ao lado do casal fascinante @luminifoto e da insaciável por conversação @paty_vilela que constrastava com a calma – de outros carnavais – do @andersonnascime e da @marcia_piveta. Entre os chocolates que a @flaviacobucci trouxe e por entre os sorrisos desmedidos da @vanessando e @alinedeptuslky. De foto em foto que a @luaith fez para cadastrar todos nós e pela felicidade de finalmente conhecer a @giselasalles, @marinalomar e @marcia_silveira. Na brincadeira de batalha naval, bem pontuada pelo @letsvamos, com o @fernandopaes e na alegria de ter no grupo o pessoal bacana lá do Nordeste @juliovasconcelo, @fariascostafoto, @vjuca. Na ousadia do casal verde e vermelho @seloti e @kalinkacope, de nosso ex-dreadman @dpaulaphoto e nas tradicionalidades do nosso índio cabeludo @faoliveirafotos, do @williansmoraes e do @rodrigocypriano.
O mais bacana foi ver que nosso mesão só foi aumentando com o passar dos dias! E é claro, entre uma tietagem e outra com todos os palestrantes que estavam todos ali…palpáveis…existentes…sem estrelismo, nossa plaquinha, nossas etiquetinhas, e minha camiseta especial, foram ficando marcadas não só entre nós, como também para alguns olhares que nos taxavam de loucos, porém felizes!


E se eu pudesse desejar algo hoje, seria continuidade.
Justamente aquela continuidade de parceria que normalmente acaba quando se fecham as cortinas, e se ligam os computadores.
Vamos juntos pessoal, #twitternowedding, tem que ser #twitternavida!
Que o grupo não pare de crescer.
Juntos somos mais que um. Por obviedade e por vontade.

>> Um PS especial a todos aqueles que se ‘inscreveram’ no #twitternowedding mas por motivos mil não ficaram o tempo todos muquiados no Lado B, fileira I, lado direito: @mschmoeller, @danidavanso, @carolinegimenes, @laisrsg, @betabernardo, @focoestudio, @gutomarcondesbr, @alecarnieri, @cacausanchez, @sgreif, @danielaleme, @alinemachoa, @rlfotografia, @anabatistafoto, @dapdesigner, @carol_costa_fot, @claudiaregina, @arthurfoschini, @rachevianna, @leohorta, @rafaelvaz @jhfotos

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