Desde que o mundo é mundo, ou desde que alguém começou a estudar a fundo o desenvolvimento da psiké, considerou-se máxima humana a intenção de diferenciar-se do grupo. Seja por motivos Darwninianos, ou seja por motivos São Paulo Fashion Weekianos, cada conjunto de cabeça, ombro, joelho e pé, quer ser diferente. Uns extrapolam é bem verdade. Outros mantém-se no limiar da indiferença. E ainda há aqueles que buscam a diferenciação no valor que podem agregar aos que ao seu lado estão.
Lembro bem que na minha época de TCC, há alguns anos, enquanto falava sobre embalagens e sua influência no comportamento de compra do indivíduo, dediquei um longo capítulo para essa temática tão cabalística: Ser, diferente, ou não ser, diferente?
Assim como nas prateleiras, acredito que tudo o que move a um desconforto do tradicional pode ser perigoso. Mas, sinceramente, quem não gosta de perigo, de desafio, é porque está estagnado, e se estagnou, cadê o impulso para seguir tentando? Desistir não pode estar nos planos. Diferenciar-se pode render alguns olhos tortos, mas, e se vierem os sorrisos? O não, o comum, já se tem. Buscar o autêntico, o diferente, o novo aprendizado é o que escorre por entre os dedos. Fecha a mão pô!
Foi assim, desse jeito maluco, torto ou simplesmente confiante, que em Agosto de 2009, planejei uma imersão em um conteúdo não nativo: Vídeo de Casamento.
Cansado de perceber a notória diferença entre os trabalhos entregues em terras tupiniquins e os entregues no além-mar, diferentemente do que ocorre em fotografia, haja visto o último concurso da ISPWP por exemplo, resolvi embarcar durante 1 mês em uma série de congressos de vídeo – para videógrafos mesmo. Antes que perguntem. Sigo sendo fotógrafo. Aí está a loucura maior. Adaptar o que entrou na cabeça e no coracão em Austin e Nova Iorque de uma maneira que seguisse sendo proveitoso, para mim, e para quem acredita em meu trabalho.
Daí, me vi desembarcando no aeroporto de Guarulhos, com 1 mala pequena, e uma bagagem invisível imensa.
Acontece que meses depois, fusions depois, comentários depois, vários amigos de verdade depois, mestres dispostos a apoiar depois, me vi de frente a uma série de olhos que num misto de vontade e ansiedade construiram comigo um novo projeto.

Não quero criar monstros. Quero contribuir com o que vivi e com o que tenho inserido em meus dias cada vez mais. Acredito que juntos a gente pode mudar. E pra melhor.
Como vai funcionar a brincadeira:
Dois dias de imersão ao vídeo DSLR. Afinal, se a tecnologia está aí, por que não usá-la a nosso favor?
No primeiro dia, de abordagem teórica, vamos passear pela introdução ao que é o tal vídeo HD, o por quê dessa brincadeira toda, bem como entender o que precisa ser feito, na câmera e nos controles, antes de simplesmente apertar o ‘rec’ e sair balançando por aí.
No segundo dia, a idéia passa a ser o enriquecimento desse movimento proporcionado pelo vídeo. As técnicas de cinema para áudio, luz, e novos takes. O uso do feeling fotográfico e claro, edição do material.
Para não deixar esse post com cara de tese, quem tiver interesse, manda um correio pro tio: ws@fusionsde.com.br
Como de praxe, as vagas são limitadas, nesse caso mais ainda. A intenção é quase que uma atenção individual e especial.
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